VIAGEM COM PETS - Garanta uma viagem tranquila para o bichinho de estimação
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sábado, 22 de julho de 2006
Fábio Brito<br> Agência Estado 
São Paulo - As férias já estão aí e chega a hora de preparar a viagem da família. Se isso inclui levar seu melhor amigo, é preciso tomar alguns cuidados para evitar acidentes, não infringir a lei e tornar o passeio bom para todos. Karina Tosetto, de 25 anos, nunca deixa seu amigo Giovani, um poodle de nove anos, para trás, nem mesmo em suas viagens para a praia.
Como ela mora em apartamento, esse é um momento ideal para curtir a maior liberdade, tanto para o dono quanto para o cachorro. ''Nós o levamos em todas as viagens, mas principalmente para a praia. Lá, ele tem mais espaço para brincar'', explica. Karina confessa, no entanto, que Giovani nem sempre é amigável com quem passa perto do vidro do carro.
''Na verdade, eu acho que ele odeia motoqueiro. É só passar um ao lado que o Giovani tenta colocar a cabeça para fora e fica louco para dar uma dentada. Por isso, ele só anda na coleira'', revela.
Apesar de o Código de Trânsito Brasileiro não ter regras muito claras sobre o assunto, existem duas citações que envolvem o transporte de animais domésticos, como o artigo 235, da Lei 9.503/97, que considera infração conduzir animal na parte externa do veículo, e o artigo 252, inciso II, que proíbe dirigir transportando animais à esquerda ou entre as pernas.
O maior problema de trânsito, quanto ao transporte de animais, é justamente a distração que o bicho pode causar ao condutor do veículo. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, existem maneiras mais adequadas de se levar o cachorro em um carro, para prevenir principalmente acidentes.
As principais recomendações são: deixar o cão preso a uma coleira ou levá-lo em uma caixa apropriada para transporte, no banco de trás, mesmo se o animal não for tão agitado. Para cachorros muito bravos, é comum a adoção de medicamentos para acalmá-los, prescritos por um veterinário.
No ar - Já em caso de viagens aéreas, o uso da medicação é obrigatória. A TAM é uma das poucas companhias que aceitam que os animais voem junto aos passageiros, mas é preciso entrar em contato antes para verificar as regras e a reserva.
Carla Maria Belloni Marques, proprietária e médica veterinária da Clínica Bicho Preguiça, lembra que a prescrição de tranquilizante precisa ser feita por um veterinário e que pode haver reações . ''Normalmente, fazemos um teste com acompanhamento antes, principalmente nos casos de uma primeira viagem.''
É prudente que os animais não sejam alimentados num horário próximo ao de saída da viagem. No caso de longas distâncias, é preciso ter em mente que serão necessárias paradas, para que o animal possa fazer suas necessidades e não ficar tão estressado.


