''Quando me preparava para o vestibular, tive a preocupação de ficar atento para as notícias. Estando ligado com o que acontece no mundo, é possível resolver diversas questões da prova de conhecimentos gerais. Além disso, a leitura também ajuda a ter argumentos para a prova de redação''. Essas são palavras de Vítor Molina Mansano, o primeiro colocado entre os candidatos a uma vaga para medicina no último vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Prestes a iniciar o segundo semestre do curso, ele conta que está feliz por ter a oportunidade de estudar para exercer a profissão de seus sonhos e revela que, mesmo com a vida de vestibulando sendo parte do passado, continua antenado. ''Medicina não é só técnica, temos de estar atentos para a realidade social do país''.
Voltando a falar de ''vestiba'', para o diretor do Colégio Nobel, professor Gutemberg Freire, existe uma tendência de as principais universidades do país se preocuparem com a atualização dos candidatos. ''Para se ter uma idéia, existe uma lei obrigando que tenha prova de redação nos vestibulares. Só isso já exige uma carga de informação muito grande dos estudantes'', relata.
Segundo Freire, uma das mudanças do concurso relaciona-se à prova de história. Ele conta que até a década de 80, as provas cobravam somente fatos acontecidos até 1960. Hoje, as questões são sobre acontecimentos do último ano. ''Quem vai prestar o concurso e não acompanha as notícias já entra perdendo'', destaca.
O diretor da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da UEL, Silvano César da Costa, confirma que, desde 2003, quando a própria universidade passou a elaborar as provas, a busca é por candidatos ''que saibam o porquê das coisas.'' ''Não queremos a 'decoreba', mas pessoas que saibam o que está acontecendo na sociedade, reflitam sobre isso e busquem mudanças'', explica Costa. (W.S.)

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