A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Curitiba fará uma visita ainda nesta semana à Santa Casa para verificar a situação da instituição. No último dia 14, representantes da Aliança Saúde - formalização do convênio entre a PUCPR e o hospital - entregaram um documento para o vereador Mário Celso Cunha para esclarecer as supostas irregularidades na administração de recursos arrecadados pela Santa Casa.
Anteriormente, estava previsto que os diretores da Aliança Saúde iriam participar da tribuna livre da Câmara. No entanto, os diretores consideraram ''o documento como suficiente e esclarecedor às críticas infundadas'' que foram feitas na Câmara no último dia 7 por médicos da Santa Casa. Segundo a Aliança Saúde, este material, que será entregue para a Comissão de Saúde da Câmara, apresenta todos os números da contabilidade do hospital.
O presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Ângelo Batista (PP), disse que pretende ouvir as argumentações dos antigos e atuais gestores do hospital para depois a Câmara emitir um parecer sobre o assunto.
As supostas irregularidades na administração da Santa Casa serão apuradas pela Promotoria de Justiça de Fundações e Terceiro Setor do Ministério Público do Paraná (MP-PR). No dia 12 de novembro, foi instaurado um procedimento investigatório.®MDNM¯ As supostas denúncias são de um grupo de profissionais da instituição que questiona o convênio entre o hospital e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), firmado em 1999.
®MDNM¯ Entre os principais problemas apontados estão o alto endividamento da instituição, o que pode provocar riscos ao patrimônio. De acordo com as denúncias, a dívida da Santa Casa teria passado de R$ 5 milhões em 1999 para cerca de R$ 40 milhões. Também há suspeitas de que os valores arrecadados em campanhas não estariam indo para os cofres do hospital e de que objetos de valor histórico como imagens e crucifixos teriam sumido.
A vereadora Neli Almeida (PSDB) disse que a Câmara vai verificar se o convênio entre a PUCPR e a Santa Casa é conveniente, além de averiguar a questão do endividamento e do patrimônio. ''Temos obrigação de velar por um patrimônio que é da comunidade'', disse. No dia 7 de novembro, estiveram na Câmara o médico Ney Reghattiere Nascimento e a ex-ouvidora da Santa Casa, Alzeli Basseti, para apresentar as supostas irregularidades.

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