Para os professores de oratória, a dificuldade de falar em público não é uma questão individual, de timidez. A maioria das pessoas treme nas bases diante de uma platéia simplesmente porque não foi treinada para isso. ''Começamos a falar de maneira espontânea, ouvindo nossos pais. Mas não aprendemos nenhum tipo de técnica'', explica Marina Machado.
Sirley Maciel acredita que a formação deve começar na adolescência. ''É a fase de constituição da auto-imagem, da identidade. Se o problema não for trabalhado logo, a pessoa pode carregar essa deficiência para o resto da vida'', afirma.
Pensando nisso, o vereador Custódio da Silva apresentou na Câmara de Curitiba a proposta de instituir o curso de oratória como matéria extracurricular nas escolas municipais. ''A inibição pode limitar o desempenho da criança'', diz o político.
De acordo com o documento, em análise na Câmara desde o ano passado, o curso será direcionado aos alunos da 4 série do ensino fundamental. Terá duração de um semestre letivo, com carga horária de uma aula semanal. Quanto aos professores, eles deverão buscar formação especializada por meio de cursos, seminários e debates promovidos pela Secretaria Municipal de Educação ou órgãos conveniados. (O.G.)

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