VERDADES & MENTIRAS
Nada contra ficarmos admirando aquele pôr-do-sol densamente avermelhado, que enche os olhos, mas é preciso saber que ele advém não de um fenômeno natural mas da poluição do ar. Nos grandes e médios centros, como São Paulo e Londrina, o pôr-do -sol às vezes rasga o céu em tons de vermelho mais acentuados que o usual. E a explicação fica por conta da física e da sujeira do ar que respiramos.
Como explica a agrometeorologista Heverly Morais, pesquisadora do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), a luz solar é formada por ondas de várias cores que, ao entrarem na atmosfera, se espalham de formas diferentes devido ao tamanho de cada onda, da distância que estão da superfície e dos obstáculos da atmosfera, como partículas de poeira e gotículas de água.
A onda vermelha é a última a nos atingir e, ao encontrar mais obstáculos (ou mais poluição), mais tons vermelhos se espalham pelo horizonte. "Quanto mais poeira e poluição tivermos no ar, maior os obstáculos que espalham a cor vermelha e maior acentuação da coloração", explica Heverly.





