No Brasil são distribuídas 41 milhões de sacolas plásticas por dia. Para evitar o impacto de tantas sacolas no meio ambiente, muitas cidades passaram a adotar as sacolas biodegradáveis. Será que o problema está resolvido?
Primeiro é preciso diferenciar os dois tipos dessas sacolas: as compostas de amido e as oxibiodegradáveis. O primeiro tipo, menos difundido, não possui plástico na composição e, ao se decompor, serve de alimento aos seres vivos. Porém, para produzir o amido necessário à demanda de sacolas, seria necessário devastar uma generosa parte das terras do País.
As oxibiodegradáveis são ainda mais perigosas. Compostas de derivações do petróleo, se decompõem em condições específicas, como temperatura de 40°C, incidência de luz solar e presença de oxigênio. "Além de não serem todas as regiões que chegam à temperatura de 40°C, as sacolas aterradas não terão as condições luminosas e de oxigênio para sua degradação", explica o biólogo Diego Marques. Resultado: os elementos nocivos e pigmentos utilizados nas estampas permanecerão no solo por muito tempo.
Pesando tudo, dá para concluir que a melhor opção continuam sendo as sacolas de uso permanente, que não são descartadas e podem ser usadas inúmeras vezes pelos consumidores.

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