O historiador Edivan Ramos da Silva realizou uma extensa pesquisa sobre a vida de Maria Bueno. Ele prepara o lançamento de um livro sobre a história da ''santa'' curitibana. Silva conta que o sobrenome verdadeiro dela é Boeno, diferente do que as pessoas escrevem com a letra U. Ele iniciou as pesquisas há 15 anos.
Segundo Edivan, a jovem foi morta pelo namorado que, em um ataque de ciúmes, degolou Maria Bueno com uma navalha alemã. O assassino Ignácio José Diniz era barbeiro e na época trabalhava como soldado do exército, no regimento da cavalaria, onde hoje existe o Shopping Curitiba. A morte da jovem foi um dos primeiros exames de medicina legal feitos no Paraná. Atualmente, ela é considerada a protetora dos policiais civis do Estado. A ''santa'' possuía cor parda, descendente de africanos.
Muitas pessoas contam histórias diferentes sobre Maria Bueno. Mas, segundo o historiador, ela nasceu mesmo em Morretes e tinha 37 anos quando morreu. Diferente do que contam, a ''santa'' nunca foi enterrada no local que foi degolada, mas sim no Cemitério Municipal. O motivo da morte foi que o soldado tinha pretensão de casar com Maria Bueno e ela não queria. Em uma noite a jovem foi até um baile e Diniz ficou com ciúmes. Encontrou com ela na região onde hoje é a Rua Vicente Machado e a matou. Ao contrário do que dizem, Maria Bueno não era prostituta. Ela trabalhava como lavadeira.
Após o ocorrido, uma senhora acendeu uma vela no local do crime e ela não apagou mais. Assim, levaram a vela até a igreja e o padre ficou com ela. Toda a cidade tomou conhecimendo do acontecimento e as homenagens começaram. De acordo com Silva, não tem como a Igreja Católica dar credibilidade para isso pois, nestes 115 anos da morte de Maria Bueno, são muitas as histórias que contam, com diferentes dados e informações. (D.C.)

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