Desde crianças aprendemos que a "Amazônia é o pulmão do mundo". Porém, ao contrário do que se pensa, a Amazônia, que como bioma ocupa quase 50% do território brasileiro e se estende por outros oito países da América Latina, não é o maior emissor de oxigênio do planeta. "Quem ganha esse título, na verdade, são os oceanos", explica a bióloga Gabriela Araújo.
Isso acontece porque, apesar da gigantesca produção de oxigênio da Floresta Amazônica durante o dia, por meio da fotossíntese de mais de 30 mil espécies diferentes de árvores, a floresta – a vegetação e também os animais – acaba consumindo durante a respiração noturna grande parte desse oxigênio.
As algas marinhas, chamadas de fitoplânctons, além de ocuparem um território muito maior na Terra – 71% do globo é água salgada –, acabam consumindo muito menos oxigênio do que produzem. Mesmo assim, a bióloga explica que a Amazônia é extremamente importante para a vida do planeta.
A floresta é um ecossistema riquíssimo, estoca boa parte de toda água doce do mundo, contribuindo no regime de chuvas da América Latina e "também funciona como um grande estoque de carbono, principal gás causador do aquecimento global".

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