Verão requer cuidados com a pele e alimentação
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
O verão chegou oficialmente no último dia 21 e, com ele, as festas de fim de ano e as tão esperadas férias. Para grande parte dos brasileiros, essa época é sinônimo de praia, sol, piscina, de preferência, regados a muita comida e bebida. Mas o que parece ser um convite atrativo ao lazer, pode trazer consequências desastrosas e perigosas à saúde. Isso porque a combinação de exposição ao sol e exageros gastronômicos acarreta imediatamente em lesões na pele, bem como quilos a mais na balança.
Se de um lado estão os que enfiam o pé na jaca, do outro estão os desesperados de plantão que, na ânsia de exibir um bom visual, recorrem à dietas milagrosas e tratamentos estéticos de última hora. Os cuidados com a pele devem ser feitos durante o ano todo. É muito mais difícil conseguir um resultado satisfatório em pouco tempo, sem falar que alguns tratamentos não devem ser realizados quando houver exposição ao sol, explica a dermatologista Aline
Anizele Borba.
Dessa forma, tratamentos com luzes e lasers, peelings ou com ácidos estão proibidos para os veranistas. Quem faz algum desses tratamentos não pode se expor ao sol durante três semanas antes e três semanas depois, porque queimaduras e manchas podem surgir no local, alerta. Mas se o medo de tirar a canga ou a camiseta e fazer feio na praia é mais forte, a especialista revela que há cuidados liberados para ajudar no visual. Aparelhos de radiofrequência, ultrassom e infravermelho não têm contraindicação, assim como o uso de preenchimentos e botox, além de peelings de cristais, que são menos agressivos.
Protetor solar
Para quem manteve o corpo em dia e agora vai desfilar nas areias e clubes, Aline lembra que o protetor solar continua sendo o melhor amigo e indispensável nessa época. O filtro deve ser usado diariamente. Em função das temperaturas mais altas, é normal transpirar mais. Por isso, a necessidade de reaplicação constante, diz. Se o uso do produto é importante, a preocupação com o período de exposição também entra na lista. É recomendável evitar o sol das 10 às 16 horas. Se não for possível, o protetor é mais que obrigatório, com reaplicação num menor intervalo, inclusive, reforça.
Os mesmos cuidados, até mesmo redobrados, valem para as crianças, que por causa da pele sensível, estão ainda mais vulneráveis aos efeitos nocivos do sol. Elas precisam de um fator mais elevado. Além do sol, contudo, há ainda a preocupação com a miliaria, a famosa brotoeja, que causa muita coceira e ardência. Para amenizar, é recomendável o uso de produtos à base dágua ou água boricada. Para completar, uma boa higienização e roupas leves, ensina a especialista.


