Vendas obtêm crescimento de 52,45%
Indústria evolui em comercialização e pode ajudar Estado a conquistar 4º lugar em geração de renda no País
Guilherme Pupo
Albari RosaMontadoras como a Renault darão incremento, garantindo ao Paraná o segundo pólo no Brasil As vendas industriais totais no Paraná cresceram 52,45% entre 92 e 97. Esse é apenas um dos dados que comprovam a evolução do setor, conforme a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Os dados foram coletados mês a mês, tomando como referência 1992, para permitir a sua adição aos Indicadores Nacionais da Indústria (tabulados pela Confederação Nacional da Indústria).
O número de indústrias do Estado passou de 26.267 (em 92) para 29.440 até o final do ano passado. As 3.173 novas empresas deram crescimento de 12,08%. Já a média dos salários líquidos reais passou de R$ 876,08 para R$ 1.178,53 (aumento de 34,52%). Outros índices considerados por presquisa da Fiep incluem exportações (crescimento de 62,99% nos últimos cinco anos) e desembolsos do BNDES - que saltaram de US$ 254 milhões para US$ 1,1 bilhão (variação de 369,28%).
O conjunto desses índices e o forte afluxo de capitais no Estado deixam o Paraná em condições de disputar o 4º lugar no ranking brasileiro de geração de renda nos próximos anos.
Neste ano, a indústria paranaense deve crescer 3%, segundo a Fiep. No primeiro trimestre, teve desempenho de vendas 8,42% superior ao anterior. No acumulado do ano, as vendas foram 0,97% inferiores ao período de 1997.
Em março, o setor apresentou o quarto melhor desempenho de vendas entre estados, segundo a Confederação Nacional das Indústrias (CNI). O Paraná só perdeu para Amazonas, São Paulo e Rio Grande do Sul. Tomando como referência a média do ano de 1992 (base 100), em março as vendas industriais do Paraná atingiram o índice 143,37 (43,47% a mais que a média de 1992). Amazonas ficou com 151,73; São Paulo com 177,78; e Rio Grande do Sul com 153,90. Na média nacional, as vendas foram 51,73% maiores que a média mensal de 1992.
Sobre pessoal empregado, a indústria paranaense teve o melhor desempenho do País no primeiro trimestre, com 4% mais vagas que a média de 1992. Considerando base 100 em 1992, o segundo melhor desempenho foi de Goiás, com índice 102,25 em março. Amazonas atingiu 79,33; São Paulo, 77,30%; Rio Grande do Sul, 86,60 e Rio de Janeiro 65,07. Na média nacional, o índice ficou em 79,33%.

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