Vendas no Paraná crescerão acima da média nacional
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
No que depender dos resultados das vendas de veículos deste ano, as concessionárias de algumas das principais montadoras que atuam em Londrina têm tudo para ficar otimistas em 2014. Embora os números de 2013 ainda não estejam fechados, dados da regional paranaense da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave) apontam um crescimento de 2,5% a 3% nas vendas este ano, "acima do PIB nacional", comenta o presidente da Fenabrave do Paraná, Luís Antônio Sebben.
De acordo com números da Fenabrave, de janeiro a outubro de 2013 foram vendidos 311.633 veículos no Paraná, contra 308.558 no mesmo período de 2012, uma alta de 1%. Já no País, foram comercializados 4.507.647 veículos no acumulado de janeiro a outubro deste ano, 2,64% menos que no mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 4.629.831 veículos.
Segundo Sebben, o desempenho positivo do Paraná é resultado do aquecimento da economia do Estado, que "tem se mostrado sólida, com bons índices de criação de empregos e oferta de crédito".
O destaque nas vendas do setor ficou por conta das máquinas agrícolas, que devem crescer entre 6% e 7% este ano, seguidas pelos segmentos de caminhões e automóveis. A venda de carros deve ter alta de 5% a 6% em 2013 em relação ao ano passado. "O único segmento que puxou os números para baixo foi o de motos", cita Sebben.
Ainda conforme ele, entre os carros, os modelos SUV foram os que mais apresentaram crescimento nas vendas este ano. "São mais de 50 modelos disponíveis no mercado, com destaque para o Ford Ecosport, o Ford Edge e a Mistsubishi Pajero. Este segmento tem crescido entre 18% e 20% ao ano, é uma alta significativa", avalia o presidente da Fenabrave do Paraná, ressaltando que os utilitários esportivos sustituiram as caminhonetes na preferência do consumidor, atendendo as demandas de toda a família, agregando ainda uma conotação esportiva.
De acordo com Sebben, a estabilização da inadimplência, aliada à oferta grande de crédito, impulsionaram os financiamentos de veículos este ano. Ele lembra que o setor enfrentou certa turbulência nos dois últimos anos.
"O índice de aprovação de crédito cresceu e, além disso, o consumidor equilibrou suas finanças. Os prazos menores de pagamento, de até 36 meses, em média, também atraíram os bancos para os financiamentos", analisa o presidente, citando que os bancos das próprias montadoras têm oferecido condições de pagamento atraentes ao consumidor. "Cerca de 80% dos veículos ainda são vendidos por meio de financiamentos no País."
Com relação a 2014, no entanto, Sebben está apreensivo. Para ele, a economia não apresenta tendência de movimento e o crescimento nas vendas não deve ser o mesmo deste ano. "Temos ouvido as montadoras, que falam em uma alta entre 1% e 2%."


