A prefeitura de Curitiba gastou, em 2006, R$ 3 milhões para reparar danos causados por ações de vandalismo. Segundo o secretário municipal de Defesa Social, Coronel Itamar dos Santos, com este dinheiro poderiam ser construídos e equipados dois novos postos de saúde no município.
Os danos mais comuns ao mobiliário urbano são pichações, vidros e lâmpadas quebrados, roubo de fios, lixeiras incendiadas, destruição de banheiros públicos e equipamentos em geral.
Em outubro do ano passado, a prefeitura lançou a campanha ''Quem faz vandalismo destrói o que é de todos'', incentivando a população a denunciar este tipo de atitude através do telefone 153. A iniciativa encontrou bons resultados, nos primeiros três meses de campanha, o número de ligações cresceu 1000%. A média de detenções de vândalos, que era de 10 por mês, passou para 25, em sua maioria pichadores. ''A pichação é um vandalismo mais demorado para ser feito, por isso é mais fácil realizar o flagrante'', explica o coronel Itamar. Segundo ele, um grupo de integrantes da Guarda Municipal tem atuado à paisana, investigado gangues de pichadores e desarticulando ações futuras.
Outro alvo dos vândalos são os ônibus, que sofrem um novo tipo de pichação, feito com objetos pontudos nas janelas dos veículos. Estima-se que 4 em cada 10 janelas estejam riscadas.
O número de denúncias por telefone vem mantendo, em 2007, a média do ano anterior, com mais de 300 ligações por mês. Segundo o secretário, o volume de denúncias causa a falsa impressão de que o número de ocorrências aumentou. ''Mas é uma cifra negra, pois antes não sabíamos quantas eram'' explica.
Pichar um imóvel ou algum patrimônio público sem autorização do proprietário é crime. Em abril de 2005, o prefeito Beto Richa (PSDB) sancionou um decreto aumentando o cerco aos pichadores. Maiores de 18 anos pegos em flagrante pagarão multa de 714 Ufirs e ficarão impedidos de prestar concurso público no município por dois anos, além de responder processo no juizado especial. Se o infrator for menor de idade a multa ficará ao encargo dos pais ou responsáveis. (A.A.)

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