Valorização em todas as regiões
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Nos últimos anos Londrina vivenciou uma explosão imobiliária. A demanda por imóveis aumentou, mais empreendimentos foram lançados e houve uma forte valorização em todas as regiões da cidade. Além do boom imobiliário, na opinião de especialistas, os atuais preços praticados estão dentro do valor real de mercado, sem supervalorização. Nenhum imóvel vai perder o preço a não ser por problemas pontuais como uma eventual invasão de prédios ou a proximidade de mocós, afirma Alfredo Canezin, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR).
A valorização imobiliária acontece a partir da ocupação dos espaços. Desta forma, a oferta de imóveis diminui, a demanda aumenta e, conseqüentemente, o preço sobe. Em algumas regiões, onde o preço era negociado por alqueire, a negociação passa para metro quadrado, comenta. Foi o que aconteceu nas zonas Sul, Leste e Norte. Depois do boom imobiliário ocorrido na Zona Sul agora será a vez da Zona Leste. Amparada no crescimento populacional e na chegada de grandes empreendimentos como a Universidade Tecnológica Federal (UTF) e o Marco Zero os olhos dos investidores já se voltaram para aquela região.
A bola da vez é a Zona Leste, as incorporadoras já estão lançando empreendimentos voltados à média renda. O local tem boa topografia e fácil acesso, avalia Alfredo Canezin, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR). São dois os locais que mais têm atraído investimentos na Zona Leste: na região da Avenida São João e na Avenida dos Pioneiros (próximo à UTF). Na sua avaliação, inclusive, estas duas vias tendem a se transformar em uma nova Saul Elkind.
Isso quer dizer que as avenidas devem ter maior valorização imobiliária do que o restante do bairro. Por isso, além de empreendimentos residenciais, a região também está sendo sondada por grupos comerciais. A infra-estrutura na Zona Leste ainda é pequena e deverá crescer, afirma Canezin.
Já na Zona Norte a tendência é que a instalação do Catuaí Shopping Norte valorize uma área que, inclusive, estava desabitada. Com certeza deverá haver um incremento de moradias naquela região. Além disso, o shopping vai atender aquele público em específico, diz o presidente do Creci-PR.
Com características comerciais e industriais, a Zona Oeste não tem mais potencial de crescimento porque está já chegou em Cambé. A chegada da PUC (Pontifícia Universidade Católica) e do Grupo Massa (que comprou a área da antiga Infibra) já provocou uma valorização imobiliária, uma vez que os valores estavam estagnados há dez anos, comenta. Na zona rural também houve valorização de imóveis. Segundo ele, alguns distritos como o Heimtal já têm preços semelhantes aos praticados na zona urbana.
Já o Centro da cidade tem valorização permanente devido à escassez de ofertas. Como há pouca oferta, inclusive, o perfil de alguns imóveis é modificado de residencial para comercial, explica Canezin.


