Nos últimos 12 meses, os apartamentos e as casas valorizaram respectivamente 20% e 14% em Londrina. Os números são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar). De acordo com o instituto, o metro quadrado de um apartamento de três dormitórios custava em média R$ 1.217 em junho de 2009 e atingiu R$ 1.463 em junho deste ano. Já o preço do metro quadrado das casas de três dormitórios subiu de R$ 1.058 para R$ 1.214, em média, no mesmo período.
De acordo com o Inspespar, a maioria dos imóveis ofertados para venda em junho de 2010 são casas com três dormitórios ao valor de R$ 120 mil a R$ 150 mil, com tamanhos que variam de 151 a 200 metros quadrados. Já os apartamentos também têm três dormitórios, custam, na maior parte, entre R$ 150 mil e R$ 200 mil e têm entre 91 e 120 metros quadrados.
Segundo o diretor de Lançamentos e Comercialização Imobiliária do Sindicato da Habitação e Condomínio (Secovi), Osvaldo Santos Junior, o momento é bom para investir em imóvel em toda a cidade. Mas o comprador tem de refletir sobre o que espera desse investimento.
Quem pensa em comprar um imóvel e deixá-lo alugado por tempo indefinido, deve ficar atento para mudanças no perfil do inquilino. ‘‘Hoje, a gente vê que as pessoas valorizam segurança e qualidade de vida. O centro que vai da JK até a Rua Hugo Cabral ainda é o local campeão para quem busca apartamentos’’, afirma. Já os londrinenses que fazem questão de viver em casas estão buscando mais os condomínios fechados.
‘‘Aquele desejo de morar em casa no Quebec (Zona Oeste) quase já não existe mais. As casas térreo de bairros tradicionais, onde antes moravam as pessoas com mais dinheiro, agora estão sendo ocupadas por estabelecimentos comerciais ou repúblicas’’, afirma. Já quem espera obter bom retorno com aluguel de imóvel comercial, segundo o diretor, deve optar pelos maiores. ‘‘São os grandes barracões que dão rentabilidade de aluguel’’, revela.
Quem compra esperando uma valorização rápida para revender na sequencia deve ficar atento para determinadas regiões, segundo Santos Junior. ‘‘Não adianta achar que vai comprar apartamento na Gleba Palhano e daqui a alguns anos vender pelo dobro do preço. Isso não existe porque o bairro já valorizou o que tinha de valorizar’’, diz.
De acordo com o diretor, embora imóveis na Gleba Palhano sejam investimentos ‘‘muito seguros’’, quem quer em apostar em lucro rápido deve olhar para as regiões que ainda vão crescer bastante. Ele cita alguns exemplos: ‘‘O entorno da Avenida Ayrton Senna (até a PR-445) é um local com muitas perspectivas de crescimento. Por mais que se diga que os imóveis ali estão caros, ainda vão ficar mais caros’’, alega.
Um outro exemplo, segundo Santos Junior, fica na Zona Leste. ‘‘Tem aquele eixo da Avenida Celso Garcia Cid indo em direção a Ibiporã. Hoje ainda existem muitos terrenos vazios por ali. Quem adquirir imóveis nesses locais vai ganhar muito dinheiro daqui a alguns anos.’’
O diretor do Secovi também chama atenção para regras básicas para se garantir um bom negócio. ‘‘É preciso olhar a vizinhança para saber se não tem nada indesejável, como uma oficina barulhenta. Tem de ver se o terreno é plano ou se a caída é para a rua. Tem de verificar a infra-estrutura do local’’, aconselha.
O gerente da Imobiliária Veneza, Marcello Scandelae, também afirma que o momento é bom para investir em imóvel em toda a cidade. E que o valor do aluguel tem subido consideravelmente em alguns casos. Ele cita dois exemplos: a imobiliária alugou uma kitinete na Rua Andirá (Zona Oeste), em dezembro de 2007, por R$ 280. Um novo inquilino, que entrou no imóvel em março do ano passado, passou a pagar R$ 370. E agora a kitinete será aluga por cerca de R$ 420, ou seja, uma valorização de 50% em menos de três anos.
‘‘Alugamos uma casa na Souza Naves por R$ 900 em 2007 e agora a proprietária pediu uma negociação. O inquilino aceitou pagar R$ 1,9 mil (111%) a mais’’, conta. Ele explica que, nem sempre, as leis que regem os mercados de venda e locação são as mesmas, mas que atualmente elas estão mais próximas. ‘‘Hoje, a pessoa que compra um imóvel pensando em alugá-lo tem uma rentabilidade muito boa.’’

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