O número de vagas existentes hoje no sistema carcerário de Londrina, incluindo os distritos policiais, a Penitenciária Estadual (PEL) e a Casa de Custódia (CCL), é suficiente para abrigar apenas um terço da quantidade atual de presos. Essa proporção existe se for considerada a capacidade oficial para qual cada carceragem foi construída.
Quatro distritos policiais são usados para abrigar detentos e detentas. Se forem somados com a PEL e CCL, o sistema carcerário da cidade totaliza capacidade oficial para 998 presos. De acordo com dados da Vara de Execuções Penais, o número de detentos alcança perto de 1.500 internos.
A inauguração do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), que está sendo construído na Zona Sul e deve ficar pronto até o final do ano, tende a ser apenas uma solução paliativa. Por isso, a direção da 10 SDP está estudando a possibilidade de construção de um centro de detenção da Polícia Civil para amenizar o problema a longo prazo.
PEL A exemplo dos distritos, a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), localizada na Zona Sul da cidade, também sofre os reflexos da explosão da população carcerária. Com capacidade oficial para 504 detentos, a média hoje é de 580 internos, divididos em nove galerias e 84 celas. O número, na avaliação da direção, está próximo do limite.
''É um número aceitável. Acima de 600 presos já ficaria difícil oferecer condições de um tratamento digno aos presos'', constata o diretor Raimundo Hiroshi Kitanishi. Diferentemente dos distritos, grande parte dos internos da PEL trabalha e tem oportunidade de estudo. E cada três dias de trabalho significam um dia a menos na pena. São mantidas fábricas de bolas, bolsas, chinelos e material de fisioterapia. Os presos contam ainda com assistência jurídica.
CCL O diretor da Casa de Custódia de Londrina (CCL), Major Edison Marcos Tomaz, comentou que a principal dificuldade acarretada pela superlotação é o comprometimento da capacidade das redes de água e de esgoto. Projetada para abrigar 288 internos, está atualmente com 425. Para isso, cada cela acolhe seis em vez de quatro detentos.
Sem espaço para atividades de trabalho, somente alguns presos cumprem funções como faxina e barbearia. Mas são apenas 29 com algum tipo de ocupação. Os internos também recebem assistência jurídica. ''Este atendimento é um fator importante para manter a calma dentro do sistema carcerário'', ressalta o diretor.(F.R.F.)

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