''Já não perco mais meu tempo ligando pra lá'', reclama o professor Genésio Correia Neto, 56 anos. Para ele, nos últimos anos o 156 tornou-se um serviço ''inútil'', pois alguns assuntos seriam tratados como ''tabu'' pelos atendentes. ''Tem coisa que eles atendem na hora, outras eles enrolam'', lamenta. O motivo da decepção foi algumas demandas que não foram respondidas a contento pela prefeitura. Há cerca de três anos ele denunciou à central a existência de ônibus do transporte coletivo muito sujos. ''Eles me disseram que não tinha ônibus sujo, que estava tudo em ordem'', recorda.
Pelo fato de estar na posição de intermediário entre o cidadão e o poder público o serviço de informações da Prefeitura de Curitiba muitas vezes acaba sendo responsabilizado pela demora ou pela não resolução de algum problema.
O professor reconhece que algumas demandas são atendidas rapidamente, mas na hora de avaliar o serviço como um todo, sua reação é de indignação: ''O melhor é desligar'', sugere.
Diferente dele pensa o aposentado Sebastião Taborda Ribas, 65, que afirma usar o serviço há mais de oito anos. ''Tenho muito mais elogios do que críticas'', afirma. Dentre as suas demandas mais rotineiras estão pedidos de poda de árvores e de informações sobre horário dos ônibus. ''Muitas vezes eles dão retorno pra gente para contar que o pedido foi atendido'', conta ele. (A.A.)

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