Usinas vão gerar 20 mil empregos
Pastagens degradadas e fazendas improdutivas formavam um cenário que, aos poucos, está desaparecendo na região de Entre-Rios. Além de programas como o Pater, lançado pela Prefeitura de Umuarama há três anos e que está conseguindo introduzir culturas como a soja e milho em propriedades que eram destinadas exclusivamente à criação de gado, uma outra cultura vem se tornando predominante na região: a cana-de-açúcar.
Em toda a região existem sete usinas de álcool e açúcar, localizadas nos municípios de Jussara, Tapejara, Rondon, Cidade Gaúcha, Ivaté, Perobal e São Tomé, A safra de cana-de-açúcar deste ano chegou a 70 mil hectares.
De acordo com dados da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), somente as usinas da região produziram na safra passada 21,78% de todo o açúcar industrializado no Paraná. Em números, isso significa 216 mil toneladas de açúcar ou 4,3 milhões de sacas (50 quilos) do produto. Na produção de álcool o desempenho é melhor ainda: 25% de toda a produção estadual, ou 200 milhões de litros de álcool anidro e hidratado.
Empregos A colheita e moagem da cana da safra atual iniciarão na próxima terça-feira, dia 1º de maio, devendo se estender até novembro. É nesse período que o setor sucroalcooleiro revela a grande importância que representa em termos econômicos para a região de Umuarama. Numa estimativa feita pela Alcopar, a colheita da cana-de-açúcar e a industrialização do produto devem gerar este ano em tono de 20 mil empregos na região.
Somente na área agrícola (colheita, plantio e transporte) serão empregados em torno de 18 mil trabalhadores nos próximos meses. Na região, centenas de famílias sobrevivem basicamente do corte da cana. Muitos dos trabalhadores, ao final da colheita, são contratados pelas usinas para a manutenção do maquinário, que vai de dezembro a abril do ano seguinte. Em termos de recolhimento de impostos, o setor também é importante para a sobrevivência de muitos municípios, como Ivaté e Perobal.





