O tempo de um universitário é concorrido. São um ou dois períodos gastos só com o curso regular, mais umas tantas horas em bibliotecas e laboratórios; outro período dedicado a estágios ou empregos, se conseguir; e, claro, as festas. Muitas, de preferência.
  Mas mesmo o estudante mais compromissado precisa de um teto sob o qual irá dormir, tomar banho e comer - não, o Restaurante Universitário não tem café da manhã. É aí que começa o corre-corre atrás de pensionatos, apartamentos e casas, muitas vezes convertidas nas tradicionais ‘‘repúblicas’’. Com 13 instituições de ensino superior que atendem cerca de 30 mil alunos (segundo dados da Prefeitura Municipal), Londrina oferece atualmente inúmeras opções de moradia para universitários vindos de outras cidades.
  De acordo com o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Londrina, Alzir Bocchi, a entidade possui 47 hospedarias cadastradas, entre pensões, pensionatos, pousadas e alojamentos. São espaços com capacidade para abrigar de 10 até 40 pessoas, estima o empresário. Ele diz que é interessante que os universitários consultem o cadastro porque ‘‘há muitas hospedagens clandestinas na cidade’’. ‘‘Só reconhecemos locais cujos proprietários sejam idôneos, que tenham funcionários registrados e ambiente familiar. Queremos que o estudante tenha uma boa imagem de Londrina’’, atesta.
  Sônia Alves da Rocha Silva, dona de uma pousada na Zona Oeste, explica que esse tipo de moradia é muito procurado pelos pais de calouros. ‘‘Os filhos estão saindo de casa pela primeira vez, querem roupa lavada, comidinha na mesa. Depois do primeiro ano, geralmente eles montam um grupinho e se mudam para uma república’’, afirma. As modalidades de contrato variam conforme a hospedaria, podendo-se pagar por mês, semestre ou ano. Água, luz, serviços de limpeza e café da manhã costumam vir incluídos na conta. Algumas empresas oferecem também almoço e jantar.
  Para quem prefere alugar um imóvel as alternativas também são numerosas, garante o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi) de Londrina, Rosalmir Moreira. Ainda são raros os empreendimentos voltados especificamente para estudantes, como o residencial Cidade Universitária - conjunto de 14 edifícios construído ao lado da Universidade Estadual de Londrina (UEL) -, mas há várias ofertas de apartamentos com perfil para universitários. ‘‘É recomendável que o estudante procure uma imobiliária, pois se ela não tiver nada disponível poderá indicar outra. Hoje em dia as empresas têm convênio entre si’’, salienta.
  Embora não sejam a preferência desse público, casas também podem ser uma boa opção. ‘‘Além de pagarem aluguel mais barato, os estudantes não ficam submetidos a normas de condomínio e podem fazer um churrasquinho, um pouco mais de barulho’’, observa Moreira. Tanto ele quanto Bocchi asseguram que não vai faltar moradia para nenhum dos novos alunos da UEL.

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