Universidades incorporam o Enem
No País, 32 instituições já incorporaram o Exame do Ensino Médio ao vestibular
A definição de novos critérios para o acesso dos estudantes ao ensino superior é a grande discussão do momento. As universidades brasileiras estão estudando formas alternativas de ingresso, além do tradicional vestibular, se adequando à LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).
Uma das alternativas propostas é a incorporação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio nos concursos vestibulares. No País, 32 universidades já decidiram adotar o exame em seus processos de seleção, segundo informações do Ministério da Educação.
No Paraná, três instituições de ensino superior já confirmaram a incorporação do ENEM, a partir do ano que vem: a Universidade Federal do Paraná, a Universidade Tuiuti do Paraná e as Faculdades Unificadas de Foz do Iguaçu (Unifoz). A Pontifícia Universidade Católica está em fase final de estudos para implantar a mudança.
O ENEM foi criado no ano passado pelo MEC para avaliar habilidades e competências adquiridas pelos estudantes ao longo do ensino médio, o antigo 2º grau. Os resultados servem para orientar as mudanças necessárias no ensino.
No exame são avaliados o domínio básico da norma cultural da língua portuguesa e uso das diferentes linguagens; construção e aplicação de conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, da produção tecnológica, das manifestações artísticas e dos processos histórico-geográficos; organização de informações e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para a construção de argumentação consistente; recurso aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade e, finalmente, a seleção, organização e interpretação de dados e informações representados por diferentes formas para enfrentar situações, segundo uma visão crítica.
No primeiro ENEM, realizado no ano passado, 157 mil estudantes participaram, sendo que 53 mil eram do Paraná (50 mil da rede pública e 3 mil da rede particular de ensino). Para esse ano, já foram realizadas mais de 300 mil inscrições. Segundo informações da Superintendente da Secretaria Estadual de Educação, Zélia Maria Lopes Marochi, no Paraná 120 mil estudantes da rede pública estão concluindo o ensino médio, em condições de participar do exame.
São Paulo é o Estado com maior número de inscritos. O motivo de tamanho interesse pelo exame, que é voluntário, pode ser o fato de as maiores universidades do Estado (USP, Unicamp e UNESP) terem decidido adotar o teste em seus processos seletivos. Na Universidade de São Paulo, por exemplo, o ENEM valerá até 20% dos pontos na primeira fase.
Na Universidade Estadual de Londrina, o Grupo de Trabalho do Vestibular, a Coordenadoria de Assuntos de Graduação e a Copese estudam mudanças para o ano que vem. No mês passado foi realizado na UEL um seminário em que se apresentou a experiência de três universidades que já adotaram outros sistemas de ingresso de alunos: a Universidade Nacional de Brasília, a Unicamp e a Universidade Federal do Paraná.
A próxima etapa é a discussão nos centros de estudos e colegiados dos cursos, das características que o novo concurso deverá apresentar. Foi distribuído um questionário para orientar essa discussão. Uma das questões é justamente se o ENEM deve compor o processo seletivo da Universidade Estadual de Londrina.
Depois do levantamento de dados, será elaborado um relatório que vai ser apresentado ao CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão e à Comunidade), resultando na regulamentação da forma de acesso à UEL.





