A Unimed é uma das poucas cooperativas formadas por médicos no mundo. A primeira surgiu em Santos (SP) em 1968. A regional de Londrina foi a quinta do País, inaugurada em março de 1971. Hoje compreende um território ação envolvendo 24 cidades - mas qualquer associado pode utilizar os serviços em qualquer parte do Brasil. Com mil médicos cooperados, tem 140 mil associados, sendo 90 mil só em Londrina. Em todo o Brasil, são 11 milhões de usuários e 90 mil médicos-cooperados.
O presidente da Unimed em Londrina, Mauri Aparecido Raphaelli, conta que a idéia de formar uma cooperativa surgiu na época em que o governo abriu a possibilidade de que as empresas contratassem planos de saúde, diminuindo o desconto em fonte. ‘‘Apareceram diversas empresas que intermediavam o trabalho médico no País e que pagavam mal. Foi então que os profissionais decidiram fundar a cooperativa, passando a atender os pacientes diretamente’’.
O caixa da Unimed/Londrina é zerado todos os meses. Depois de quitar as contas, o saldo é rateado entre os cooperados. ‘‘Esta é uma das diferenças em relação a outras empresas de saúde, montadas para gerar lucro’’, diz Raphaelli. A moeda usada é a UT (Unidade de Trabalho). ‘‘Uma consulta equivale a 100 Uts. Esta unidade varia mensalmente, dependendo da sobra do caixa. O espírito da cooperativa é dividir o resultado do trabalho de todos’’. Para ter acesso aos associados, o médico compra uma cota equivalente a 30 consultas, ou seja, cerca de R$ 900.
No ano passado, a UT teve um aumento de 42% em seu valor, através da otimização de recursos da cooperativa, segundo Raphaelli. ‘‘Estamos fazendo uma campanha de conscientização para que os associados usem os serviços somente quando necessário’’, afirma ele. Uma das estratégias da Unimed para melhorar a qualidade de vida dos usuários é montar, até o final deste ano, um grupo de trabalho para orientação de diabéticos, idosos, hipertensos e outras patologias.
Apesar de serem independentes administrativamente, as Unimeds são vinculadas através de uma confederação nacional. ‘‘Os proprietários é que determinam os rumos políticos da cooperativa, os investimentos em qualidade e melhoria do atendimento, a forma de trabalho, além de elegerem a diretoria’’, diz Raphaelli.Paulo WolfgangDiferençaRaphaeli: sistema profissional e atendimento diretoCláudia Lopes

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