Unificação do design
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de março de 2011
Kalinka Amorim <br> Reportagem Local <br> 
A ascensão econômica das classes C, D e E tem provocado uma ''revolução'' no mercado de bens de consumo, infuenciando diretamente no setor produtivo. Assim como em outros segmentos da economia, esse novo comportamento chegou também à cadeia moveleira. Diante dessa tendência, o Senai Arapongas e o Centro Internacional de Inovação (C2I) promovem terça e quarta-feira pela manhã um ciclo de palestras sobre gestão de design. O evento será realizado no auditório do Senai Arapongas e a expectativa é que cerca de 500 pessoas participem (veja infográfico nesta página).
O evento pretende alinhar todos os pontos da cadeia produtiva e o mercado consumidor, além de fomentar discussões entre estudantes, profissionais e empresários da área e gerar um debate sobre o design em sua forma ampla. Na ocasião, também será apresentado o livro ''Desejo e Rupturas - Referenciais do Mobiliário'', que aborda novos conceitos para o desenvolvimento de mobílias duráveis e sustentáveis com tópicos diferenciados de design.
''Queremos demonstrar que o design envolve o intangível, que mexe com o desejo íntimo das pessoas e permite sensações como o poder de status e de inclusão, além de questões estéticas e de segurança da mobília. O design é muito mais que um projeto mobiliário, que ideias. Passa por uma série de experimentações até que o produto final chegue ao mercado '', explica Rafael de Tarso Schroeder, consultor de inovação do C2I para a Região Norte do Paraná.
Já Nilson Carlos Stefani Violato, gerente da unidade do Senai de Arapongas e coordenador do ciclo de palestras, explica que o tema foi definido a partir da importância da Movelpar para o setor econômico e pelo bom momento vivenciado pelas indústrias moveleiras. ''O design é uma área extremamente ampla e transversal. Todo o desenho do negócio passa por uma mediação do designer - que cria uma interlocução específica entre as diversas áreas de negócio - e o conceito de produto que se adapta melhor ao mercado, por isso foi o tema escolhido'', argumenta.
Violato acredita que o ciclo é propício para uma discussão entre professores, pesquisadores e estudantes. ''Precisamos unir os setores que movimentam a cadeia produtiva moveleira numa única visão'', diz. A mesma opinião compartilha Rafael Schroeder.''Essa interação entre universidade e empresa tem o objetivo de aproximar as necessidades do mercado à visões de profissionais com potencial inovador. Uma vez garantida essa inovação, as indústrias vendem mais e garantem sua sobrevivência no mercado'', defende.
Dia a dia
O tema do evento foi focado na percepção etnográfica da família, em descobrir efetivamente como as pessoas utilizam o móvel no dia a dia. ''Com essa observação conseguimos chegar ao resultado prático de uma mobília. Antes o design dos produtos mobiliários brasileiros era baseado em padrões internacionais. Nos esquecíamos de olhar para quem de fato vai comprar esse móvel'', diz Schroeder.
SERVIÇO
■ Para participar do ciclo de palestras os interessados devem se inscrever previamente. O evento conta com o apoio do CNPq.


