Não é tarefa simples aproveitar todas as oportunidades de um País que cresce e ganha cada vez mais destaque no cenário internacional. Em Londrina, entidades representativas de empresários e profissionais liberais estão comprovando que a união pode ser o diferencial nesta disputa. Organizados, eles implementaram uma série de ações não só visando seus próprios negócios, mas pensando no desenvolvimento da cidade como um todo.
É o que ocorre com o Fórum Desenvolve Londrina. Representantes de diversas entidades se reúnem toda semana para debater propostas sobre temas como trânsito, educação e até sobre adolescente em conflito com a lei. Em 2010, empresários e profissionais liberais criaram o Movimento Londrina Competitiva (MLC) e financiaram, do próprio bolso, projeto de R$ 2,8 milhões para modernizar a gestão pública. O resultado: ganho de quase R$ 50 milhões para a Prefeitura. Prevenir o desperdício e desvios de recursos públicos são os objetivos de outros cidadãos comuns, membros do Observatório de Gestão Pública que acompanha as licitações. Com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), através das Redes de Desenvolvimento Locais, os empresários estimularam também lideranças comunitárias a transformarem seus bairros. Outra iniciativa positiva foi o Programa Compra Londrina, que estimula empresários londrinenses a se tornarem fornecedores de órgãos públicos. A medida favorece a economia local e ainda gera economia de dinheiro público.
O empresário Valter Orsi comemora que as entidades estão acordando. ''A gente vê o Observatório (de Gestão Pública), do qual sou patrocinador, fazendo um importante trabalho para a cidade'', ressalta. Participante do Movimento Londrina Competitiva, Orsi elogia que a sociedade teve papel fundamental ao arrecadar recursos para financiar a consultoria na Prefeitura. ''É preciso capacitar os servidores que são os gestores do nosso dinheiro'', argumenta.
O também empresário Flávio Meneghetti concorda que a sociedade está mais disposta a construir a Londrina do futuro. Ele lembra que no passado, isso já aconteceu. ''Nos anos 1950 e 1960, a classe empresarial teve papel importante no desenvolvimento da cidade, ajudou a trazer para Londrina a UEL, o Iapar. Os empresários iam a Brasília conversar com o Juscelino e o Jânio Quadros'', afirma. Nos anos 1990, continua ele, também houve aglutinação de empresários ''o processo que culminou no PDI (Plano de Desenvolvimento Industrial), que ainda é usado pela Codel para fornecer informações sobre a cidade aos empresários de fora''.
Para Bruno Veronesi, uma das provas de que os empresários estão ocupando mais espaço na sociedade é o Fórum Desenvolve. Segundo ele, a classe voltou a se preocupar porque Londrina vem ''perdendo posições'' e deixando de crescer. ''O empresariado hoje está mais unido que há alguns anos. Quando isso acontece, faz-se uma corrente para empurrar a cidade.''

Imagem ilustrativa da imagem União para pavimentar o futuro
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