Unhas bonitas e bem cuidadas chamam a atenção. São sinônimo de higiene e saúde. Também atraem olhares - principalmente das mulheres -, quando estão ‘‘bem feitas’’, esbanjando charme e sofisticação com esmaltes de cores variadas e cheios de detalhes. No verão, elas ficam em evidência e exigem cuidados especiais.
  ‘‘As unhas são constituídas pela lâmina ungueal, proteína de ácidos aminados ricos em enxofre e com pouco cálcio, que formam uma queratina dura’’, explica a dermatologista Andréa Zanetti de Paula, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
  Ela destaca que as unhas absorvem água e que a flexibilidade depende diretamente do seu ‘‘conteúdo’’. ‘‘Quando encontra-se saturada pode ter até 30% do seu peso total em água. Uma unha seca é quebradiça, sem brilho e mais endurecida, enquanto que a hidratada é mole e mais fácil de aparar’’, pontua a médica, alertando que as unhas têm importância como órgãos funcionais e estéticos.
  De acordo com ela, as alterações patológicas das unhas podem ser congênitas ou adquiridas. ‘‘As patologias podem ser causadas por traumas, infecções por fungos e bactérias ou por repercussão de dermatoses e doenças sistêmicas’’, ressalta.
  Algumas dermatoses podem iniciar nas unhas, enquanto outras progridem para elas. E, diferentemente do que muitas pessoas pensam, muitas doenças sistêmicas também alteram as unhas, como as cardiorrespiratórias, que as deixam com uma convexidade exagerada, além das hepáticas, que alteram a sua cor. Outras doenças que refletem na saúde das unhas são as gastrointestinais, deixando-as quebradiças e frágeis, as endócrinas, como hipotiroidismo, em que elas ficam finas devido ao crescimento mais lento, entre outras.
  Entre os problemas mais comuns, a médica cita a unha encravada, a micose e a paronquía (unheiro). ‘‘A principal causa da unha encravada é o hábito errado de cortar o canto das unhas e também o uso de sapatos apertados ou de ‘bico’ muito fino’’, diz, acrescentando que o tratamento varia de acordo com a intensidade do caso, desde medidas simples até procedimentos cirúrgicos.
  A micose, por sua vez, é uma infecção por fungos, podendo ser causada pelo uso do mesmo calçado, contato com objetos ou água contaminda. ‘‘Algumas pessoas têm uma deficiência imunológica específica contra fungos e estão mais predispostos à doença’’, comenta.
  No caso da paronquía, doença popularmente conhecida como unheiro, o que acontece é uma inflamação crônica no local onde fica a cutícula e ocorre na maioria das vezes em mulheres que ficam com as mãos constantemente úmidas. ‘‘O trauma constante lesa a cutícula e ocasiona a infecção por leveduras como a cândida ou por bactérias’’, diz.
  Uma dúvida entre as mulheres é se há necessidade de deixar as unhas um tempo sem esmaltes para deixá-las ‘‘respirar’’. A dermatologista Andréa Zanetti de Paula orienta remover o esmalte pelo menos 24 horas antes de aplicar outro. Ela orienta ainda hidratar as unhas com cremes à base de ureia.

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