Com seus quase 100 mil habitantes, polarizando os 32 municípios que compõem a chamada Região Administrativa 11, Umuarama tem papel fundamental no processo que procura, de forma definitiva, consolidar o desenvolvimento do Noroeste do Paraná. Esse papel de vanguarda que sempre coube à Umuarama começou a ser melhor assimilado nos últimos anos quando o poder público, efetivamente, passou a desenvolver ações integradas com a iniciativa privada.
Cabe ao agente político, além de bem gerir a coisa pública, buscar alternativas que alavanquem um ordenado desenvolvimento de sua comunidade. Dentro desse conceito, estamos tendo a satisfação de vermos uma iniciativa da Prefeitura de Umuarama sendo abraçada por toda uma região e vindo a obter o apoio oficial do Estado. Estamos nos referindo a um programa de arrendamento de terras, pelo qual estamos procurando recuperar a terra degradada através da integração lavoura/pecuária.
Por aqui, denominamos esse projeto como Programa de Arrendamento de Terras (Pater), que extrapolou as fronteiras do município e da própria Microregião 11, alcançando outras áreas onde predomina o arenito caiuá, tipo de solo que até pouco tempo não merecia a atenção de agricultores por ser tido como improdutivo – tese hoje contestada pelos resultados de pesquisas realizadas pelo Iapar e por empresas privadas.
Foi neste programa, e em seus resultados, que se espelhou o governo do Estado para lançar o projeto ‘‘Arenito Nova Fronteira’’, um conjunto de orientações sobre as diferentes culturas que obtém excelente produtividade nesse tipo de solo, o que irá promover a retomada da agricultura e a recuperação da pecuária em todo o Noroeste.
Esta região, que até pouco tempo atrás vinha oferecendo poucas alternativas, vai se transformar, não diríamos num novo eldorado, mas num campo fértil de novas opções econômicas na área de produção primária, pois a pesquisa que a cada dia aprofunda-se mais, vai apresentar novas vertentes para melhorar a renda das pequenas, médias e grandes propriedades rurais.
Por entender a amplitude do papel de Umuarama dentro de todo esse contexto, acabamos de destinar área própria para que o Iapar possa melhor desenvolver suas pesquisas – os campos de experimentos antes ocupavam terras de terceiros. Os trabalhos já foram iniciados, antecipando a realização de um dia de campo com culturas de inverno que, sem sombra de dúvidas, será um evento de suma importância na área técnica.
Com isso, estamos prevendo para breve que Umuarama venha a se transformar, também, num pólo de fomento de tecnologia de todo o Paraná. A retomada da agricultura e a recuperação da pecuária irão sustentar, num curto espaço de tempo, a instalação de unidades industriais minimizando a questão do desemprego na zona urbana.
Umuarama já está sentindo os reflexos positivos do ingresso da soja na região. Basta ver a reação no mercado imobiliário, no comércio de insumos e máquinas agrícolas e, principalmente, na valorização da terra. Áreas antes ocupadas por pastagens degradadas e improdutivas, hoje estão cobertas pela soja, pelo milho, algodão e por outras culturas. Com isso, vale destacar que essa nova realidade que enfrentamos contribui sobremaneira para que a nossa região não tenha problemas com questões relacionadas a invasão de terras.
Essa é a nova realidade de Umuarama. A permanecer a unidade política e a integração do poder público e iniciativa privada, a cidade e a região não terão do que se arrepender no futuro.
- Fernando Scanavaca é prefeito de Umuarama

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