Imagem ilustrativa da imagem Uma região que pulsa valorização



Oficialmente designada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) como formada pela maioria dos bairros que se concentram acima do trecho urbano da BR-369 (Avenida Brasília), a Zona Norte da cidade reúne números que mostram a grandeza e a pulsação econômica da região nos últimos anos.

  De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 126.305 londrinenses moram na região. Isso equivale a 25% da população total da cidade registrada no mesmo Censo, 506.701 habitantes.
  Se fosse um município, a Zona Norte só perderia em número de moradores para 10 dos 399 municípios do Paraná. Ainda segundo o IBGE, a região tem renda per capita média de R$ 1.003,10 (para pessoas com mais de 10 anos de idade). A geral de Londrina é de R$ 1.516,38.

  O Ippul não dispõe de dados atualizados sobre o número correto de bairros que formam a região. Porém, basta andar com tempo pela Zona Norte para perceber que são várias avenidas e ruas com vocação para o comércio.

  Mas é na Avenida Saul Elkind que se concentra o grande polo comercial. Já chegando ao município de Cambé a Oeste e com projeto de se estender até Ibiporã a Leste, a avenida tem uma extensão de aproximadamente 8,5 km com estabelecimentos comerciais, indo do entroncamento com a Angelina Ricci Vezozzo até o acesso ao residencial Vista Bela, último grande bairro a ‘‘brotar’’ na região, com mais de 2,7 mil moradias.

  Especialistas em imóveis ouvidos pela FOLHA afirmam que o metro quadrado na Saul, em seus pontos mais nobres, chega a ser mais valorizado que o metro quadrado da Avenida Higienópolis, na área central. ‘‘Justamente pela valorização da região nos instalamos também por aqui. Sobretudo nas proximidades do Super Muffato, a valorização é grande. O aluguel de uma sala com 80 metros quadrados sai por R$ 3 mil’’, destaca Isabela Canezin, gerente-administrativa da Canezin Imóveis. Ela calcula que o preço do metro quadrado de um terreno na avenida gira na média de R$ 920.

  A reportagem encontrou um terreno de 630 metros quadrados à venda na Saul Elkind por R$ 800 mil (R$ 1.270 o metro quadrado).

  O encarregado de loteamentos da Imobiliária Santamérica, Alex André de Souza, afirma que a região, apesar de já ser populosa, está em pleno crescimento, com vários terrenos ainda disponíveis para novas moradias. ‘‘Percebemos que as pessoas que moram aqui e precisam trocar de casa querem continuar na região. Muitas construtoras estão investindo na região, principalmente por meio do programa Minha Casa, Minha Vida’’, destaca.

  Trabalho acadêmico de Andréa Rodrigues Beidack e Tânia Maria Fresca, das universidades estaduais de Londrina e Maringá, informa que, em 1995, terrenos de 250 metros quadrados no Jardim Catuaí – nas proximidades da Saul Elkind – eram vendidos por R$ 3 mil e chegaram a R$ 16 mil em 2007. Segundo Souza, um terreno com o mesmo tamanho também no Jardim Catuaí é vendido atualmente por R$ 70 mil. Valorização de mais de 300% nos últimos cinco anos.

  Além de empresários, a valorização econômica e a grande pulsação comercial da Zona Norte atraíram a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) para a Saul Elkind. Desde julho, a entidade mantém uma sede na avenida. ‘‘A região é muito forte comercialmente, por isso temos que estar por perto dos empresários daqui’’, enfatiza Sandro Moda, executivo de contas da Acil para a Zona Norte.

  Os números da associação indicam que há 22 mil empresas, de todos os tamanhos, incluindo autônomos, com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ativos em Londrina. Desses, oito mil são da Zona Norte.

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