Uma questão de consciência
Prédios mais antigos também podem adaptar o sistema de distribuição de água. A aposentada Julieta Weber é síndica de um edifício localizado no Centro de Curitiba. No prédio que administra, ela se preocupa com o que os moradores fazem para que a conta de água não venha alta no final do mês.
''As pessoas jogam na privada palitos de fósforo, vidros de perfume, arame, plástico e depois não sabem por que entope tudo. Enquanto isso a água fica correndo'', reclama Julieta.
No edifício em que mora, a calçada é lavada a cada 15 dias e a garagem de dois em dois meses. Frequentemente os moradores do prédio encontram comunicados nos elevadores com informações de como economizar água.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o consumo mínimo de água de uma família de quatro pessoas (para tomar banho, escovar os dentes e fazer comida, por exemplo) é de 10 metros cúbicos por mês. Segundo a Sanepar, em Curitiba e Região Metropolitana o consumo é de 20 metros cúbicos. Este consumo varia conforme a renda da família.
Uma das saídas seria deixar a água mais cara, para obrigar a economia. Mas quem tem a renda baixa irá consumir menos ainda, sendo que os de classe alta continuarão fazendo o uso inconsciente do líquido. Para os que consideram a água fonte de vida, esta não é a saída ideal. (D.C.)





