Nascida em Londrina, a pesquisadora Mariana Mitsue Teshima, 25 anos, atualmente mora em Santa Catarina, desenvolvendo na Universidade Federal daquele Estado um projeto de mestrado que estuda uma das espécies de caranguejos de Trindade, a Grapsus grapsus. A intenção é saber se os animais trocam características genéticas com caranguejos de outras ilhas brasileiras. Sempre que pode, entre uma viagem e outra, a moça volta à cidade natal para manchar as solas dos pés de vermelho e rever irmãos, avós, tios e primos que ainda estão em Londrina. Sente saudades, mas quer trabalhar com o mar.
  Ela foi a Trindade na mesma missão de reabastecimento da qual a FOLHA participou. Coletou caranguejos e encantou-se com o cenário. ‘‘A ilha é incrível, principalmente pela mistura de ambientes. Tem lugares inacreditáveis e uma riqueza impressionante’’, ressalta a bióloga.
  Além dela, outros dez pesquisadores participaram da viagem. Em 2011, é provável que mais cientistas comecem a permanecer em Trindade por longos períodos. Recentemente foi concluída uma Estação Científica, com recursos do programa Protrindade - parceria da Marinha, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e governo federal - que vai servir de morada para eles. Estudar o lugar é fundamental para a conservação.
  Por enquanto, permanecem por lá apenas dois voluntários do Projeto Tamar, o mineiro Breno Duque Lucas, 22, e o baiano Antônio Anselmo Silva Chagas, 28. Ficarão dois meses, até a chegada do próximo navio, acompanhando, todas as noites, a desova da tartaruga verde marinha. Tudo pela preservação de um animal que já esteve ameaçado de extinção.

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