Uma história de palavras...
Uma história de palavras... Jackeline Seglin O poeta é uma antena sensível, captando seus próprios sentimentos, bem como os acontecimentos do mundo que lhe ferem a sensibilidade. Estas palavras, publicadas em um caderno do Museu da Imagem e do Som de Curitiba há anos, foram manuscritas pela paranaense Helena Kolody a professora normalista que se tornou uma das maiores poetisas brasileiras da atualidade. Nascida em 1912, num ranchinho de chão batido do recém-fundado núcleo colonial de Cruz Machado, em pleno sertão do Paraná, Helena era a primogênita e a primeira brasileira da família. Desde criança amou a poesia; gostava de decorar os versos do seu livro de leitura. Na adolescência, começou a escrever seus primeiros versos, destruídos antes mesmo que alguém os lesse fato que hoje ela lamenta. Mais tarde, cursou a Escola Normal de Curitiba (Instituto de Educação), na qual se formou e lecionou por mais de 20 anos. Helena Kolody escolheu o magistério levada pelo impulso irresistível da vocação. A poesia, segundo ela, foi um imperativo psicológico. Magistério, poesia e um mesmo instrumento de trabalho: a palavra. Magistério e poesia, as duas asas do ideal de Helena Kolody.





