Uma cidade, vários núcleos
Uma cidade polinucleada. É a Londrina que o Plano Diretor projeta para os próximos 10, 20 anos. "Optamos por criar três núcleos centrais para a cidade: o norte, que já está se estabelecendo com a movimentação comercial no entorno da Avenida Saul Elkind, aquela região já é um centro independente; o centro histórico, onde propomos fazer um novo espaço partindo da Rua Santa Catarina, onde estão os antigos barracões de café, ou da Maranhão, com calçamento ligando até a região da rodoviária e do marco zero; e a zona sul, atrás do Centro de Eventos, onde há uma topografia excelente para fazer um bairro residencial com comércio integrado ao que já existe na região da Gleba Palhano", afirma o urbanista João Baptista Bortolotti, que era o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) quando o novo Plano Diretor, atualmente em tramitação na Câmara, foi projetado, em 2008. A ideia de criar três núcleos centrais visa desafogar o centro velho, desenvolvendo regiões autossustentáveis.
Na região sudoeste também está projetada a criação de zonas residenciais e comerciais na região que se estende a partir dos condomínios fechados da zona sul até os fundos da Universidade Estadual de Londrina (UEL). "Aquela região tem cerca de 70 a 80 alqueires. É mais ou menos duas Gleba Palhano, que tem 30 alqueires. Para um engenheiro, a nova Gleba seria ali, onde estão previstas algumas avenidas estruturais. É uma região que vai trazer um novo crescimento imobiliário", projeta o presidente do Sinduscon Norte, Osmar Alves.
Na zona leste, onde os condomínios fechados chegaram junto com a revitalização da Avenida Robert Koch, onde fica o Hospital Universitário, novos empreendimentos se erguem próximo à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no Jardim dos Pioneiros, nos limites de Ibiporã. Alves lembra que já existe um projeto de integração daquela região com a zona sul, na saída para Curitiba.
Ele também defende a retomada da discussão do projeto Arco Norte, que prevê a construção de um terminal de cargas, para estimular o desenvolvimento da Região Metropolitana de Londrina.
Em relação aos novos projetos habitacionais, o presidente da Cohab, José Roberto Hoffmann, afirma que os limites da zona norte e da zona sul, próximo aos Conjuntos Jamile Dequech e União da Vitória, são as áreas escolhidas para a implantação de novos conjuntos contemplados com recursos do programa federal Minha Casa, Minha Vida. (D.P.)





