Toda criança deve conviver em ambiente saudável e brincar. Para isso, precisa estar sob um guarda-chuva de direitos, cidadania e proteção. Em Cambé, não são apenas os pequenos, mas a reafirmação de garantias fundamentais também assegura idosos, famílias e pessoas assistidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania.

Maria Eduarda de Melo e Ingrid Nazareth aproveitam o período de contraturno para participam de convivências no Centro da Juventude, agora estão matriculadas no curso de artesanato em MDF
Maria Eduarda de Melo e Ingrid Nazareth aproveitam o período de contraturno para participam de convivências no Centro da Juventude, agora estão matriculadas no curso de artesanato em MDF | Foto: Saulo Ohara



As adolescentes Maria Eduarda de Melo, 13 anos, e Ingrid Nazareth, 12 anos, sabem o significado de poderem encontrar oportunidades. Elas frequentam a sétima série do Ensino Fundamental e, no contraturno, participam de convivências no Centro da Juventude, uma das muitas unidades de atendimentos da secretaria espalhadas pela cidade.

Além de convivência, o espaço oferece atividades de formação humana, cidadania e profissional para jovens de 12 a 29 anos.

As duas adolescente fazem curso de trabalhos em madeira de MDF e esperam que as aulas ajudem a irem mais longe no futuro. "Além de aprender algo novo, as oficinas ajudam na minha concentração, me deixando mais atenta na escola", afirma Nazareth.

O educador cultural, Marcos Silva percebe que muitos alunos conseguem expressar suas emoções por meio da atividade, algo que para alguns é difícil no dia a dia.

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Para além de trabalhar questões comportamentais e humanas, no centro, os jovens encontram oportunidades para entrar no mercado de trabalho ou se aperfeiçoar profissionalmente.

Alessandra Mendes, 20 anos, formada em recursos humanos, e Cleyton Júnior de Souza, 20 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio, fazem curso de auxiliar de produção.

O rapaz já trabalha em uma rede de supermercado e espera que a formação o capacite para outras empresas.

Para a jovem, o curso é uma experiência a mais para o seu currículo. "Além disso, a gente adquire experiência tanto nas atividades como na empresa. Não só na área de produção, mas também na relação com as pessoas e o ambiente de trabalho", avalia Mendes, que trabalha numa metalúrgica.

AGENTES DE CIDADANIA
Aprender e ensinar é uma troca de conhecimento, que adolescentes de 12 a 17 anos experimentam no Programa Agentes de Cidadania.

Onze meninos e meninas são atendidos pelo programa, que envolve o pagamento de uma bolsa auxílio de R$ 100,00.

O objetivo é incentivar o protagonismo juvenil, estimulando os que detêm algum conhecimento artístico, como teatro, danças culturais e urbanas, a ensinarem outros adolescentes. Um encontro entre quem ensina e aprende, que acontece também em debates sociais e grupos de estudos.

"A secretaria ainda trabalha com a proteção especial de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. Estamos oferecendo dois cursos profissionalizantes em parceria com o Senai, auto elétrica de motos e auto elétrica de automóveis. São conhecimentos importantes para conseguirem um lugar no mercado de trabalho. Acreditamos que é preciso materializar perspectivas e possibilidades na vida desses jovens", acrescenta a secretária da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, Angela Cristina Pascuetto.

Este é um dos atendimentos de um dos oito Creas (Centros de Referência Especializado de Assistência Social), que ainda trabalham no combate qualquer tipo de violação.

"Fazemos um trabalho importante contra toda violação de direitos de mulheres, idosos e crianças. Quanto mais desmistificamos e orientamos as pessoas, novas denúncias chegam até nós", destaca Pascuetto, acrescentando que cerca de 600 crianças que passaram pelo atendimento continuam sob os cuidados de vigilância da secretaria para que não sofram novas violações de direitos, assim como idosos e mulheres.

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