Um tesouro no oeste parananense
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sábado, 04 de junho de 2011
Luciano Augusto<BR>Reportagem Local 
Ante a monumentalidade das cataratas que desabam vertiginosas sobre os olhos de quem visita o Parque Nacional do Iguaçu, no extremo oeste paranaense, o homem se sente pequeno e enorme ao mesmo tempo. Diante do espetáculo, o visitante se reduz a uma insignificância desconcertante; ao mesmo tempo, se agiganta ao se dar conta de que, por obra da genialidade da raça, pode ser beijado pela água ao percorrer as passarelas que o aproxima da paisagem.
Atualmente, no entanto, um urgente dilema se impõe à direção do Parque: como permitir que cada vez mais turistas possam admirar tanta beleza sem colocar em risco a natureza e a segurança do próprio visitante? Criado oficialmente em janeiro de 1939, o parque é uma das mais importantes reservas do que restou da Mata Atlântica subtropical no Planeta. Com área de 185 mil hectares e 420 quilômetros de perímetro, abriga milhares de espécies da fauna e da flora.
O vice-diretor do Parque e chefe de manejo e visitação, Apolônio Rodrigues, informa que só no ano passado foram mais de um milhão e duzentos e sessenta mil visitantes. Neste ano, as visitas superaram 500 mil nos primeiros quatro meses e na Sexta-Feira Santa, 10 de abril, foi batido o recorde de público em um único dia: 16,7 mil pessoas. Rodrigues explica que o impacto ambiental é pontual, porque a área de visitação é só 0,5% do total, mas adverte que há riscos aos animais ocorreram 56 atropelamentos fatais em 2010 e ao próprio turista. O excesso de pessoas prejudica a segurança do visitante e ameaça à qualidade dos serviços que prestamos.


