Um taxista 'carbon free'
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sábado, 11 de agosto de 2007
Saulo Luz<br>Agência Estado 
São Paulo - Em meio aos debates sobre o meio ambiente é preciso rever conceitos sobre como ter uma vida sustentável e avaliar o impacto ambiental de cada uma das atividades que desempenhamos. E para isso não é preciso ser ecologista de carteirinha ou político renomado como Al Gore ou Fernando Gabeira, como prova um taxista ''carbon free'', que compensa as emissões de gases de seu veículo.
Desde o começo do ano, João Batista Santos, de 44 anos, vem se destacando na praça e atraindo cada vez mais clientes com sua proposta de Ecotáxi. Isso porque ele calcula a quantidade de gás carbônico (CO2) emitido pelo carro a cada viagem que faz e, depois, compensa as emissões plantando árvores pela cidade.
Mas a vida de João Batista não é só sucesso. Até 1998, ele encontrava dificuldades na carreira de corretor de imóveis. ''Tinha um escritório imobiliário, mas não estava conseguindo levar o negócio adiante'', conta. Foi nessa circunstância que decidiu virar taxista.
A idéia de ajudar na preservação do meio ambiente era antiga na cabeça de João Batista. Após as bombásticas previsões sobre o aquecimento global no início deste ano, ele decidiu se movimentar para amenizar o impacto de sua atividade. ''Verifiquei que a gasolina que gasto (40 litros por dia) emite 93 kg de carbono e que cada árvore absorve 600 kg de gás. Fiz as contas e descobri que preciso plantar uma árvore a cada 7 dias'', conta.
Para comprar as mudas necessárias para atingir a sua ''cota verde'', João Batista consulta, depois de cada corrida, se o passageiro pode colaborar com a causa ou não. ''Se ele não quiser, pago do meu próprio bolso'', garante.
Em março, o taxista realizou o primeiro plantio, em uma praça. ''Tinha de plantar 8 mudas, mas plantei 12 (10 de pau-brasil e 2 palmitos), com a ajuda dos clientes'', conta o taxista, que procura outros locais para realizar o próximo plantio.


