‘Em minha visita a esse distrito, fiquei otimamente impressionado com o seu desenvolvimento agrícola, industrial e comercial, observando ser ele um dos fatores máximos das rendas municipais’’, escreveu em 10 de março de 1939, referindo-se a Assaí, o prefeito de São Jerônimo, Osório Faria Franco. Dirigindo-se ao Secretario de Interior e Justiça do Paraná, o Prefeito afiança que o distrito, colonização de japoneses, ‘‘merece todo o apoio necessário à continuação desse surto de prosperidade’’.
  Justificava-se o entusiasmo. Fundado em 1º de maio de 1932, Assaí estava completando apenas sete anos, admiravelmente organizado, ali despontando a Cooperativa Agrícola de Três Barras, primeiro nome do lugar.
  Oitenta anos depois, os nipo-brasileiros são minoria e não há ‘‘um japonês P. O., puro de origem’’, diz, em tom bem-humorado, o presidente da Liga das Associações Culturais de Assaí (Laca), Cairo Koguishi. Participam efetivamente da Laca 305 famílias das 960 da colônia nipo-brasileira residentes na área da colonização, abrangendo São Sebastião da Amoreira e Nova América da Colina.
  Mas a caracterização cultural de Assaí se mantém nipônica, pela ‘‘raiz’’ de um empreendimento que envolveu exclusivamente a etnia, subsidiado financeiramente pelos governos central e provinciais do Japão. Enquanto transmite as informações, Koguishi está reunido com outros dois diretores da Laca, Teruo Ouche e Yukio Yuhara, programando a 69ªExposição Agrícola Regional, que vem na ordem de sucessão da 1ªExposição Agrícola, em 1935, organizada pela Associação dos Agricultores de Três Barras, que eram 217.2

mockup