Um sonho que exige planejamento
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Reportagem Local 
O funcionário público Allan Misael Flausino, 37, e a esposa Sandra, 36, seguiram à risca os passos para a construção da casa própria, na zona sul de Londrina. A proximidade da família determinou a escolha do terreno na região, adquirido dois anos antes do início da obra.
"Durante esse período fui fazendo pesquisas, conheci várias residências em construção para ver o que deu certo, o que deu errado, conversei com as pessoas, procurei fazer as coisas dentro da racionalidade", detalha Flausino. Antes mesmo de contratar um arquiteto, o casal definiu as prioridades: integração da cozinha com as salas de jantar e estar e a localização da suíte na parte mais reservada da casa, com passagem para o jardim.
"Relatei minhas prioridades, a arquiteta fez propostas possíveis. Ficamos praticamente um ano namorando o projeto, buscando alternativas", diz Flausino, mostrando como a paciência é indispensável nesse processo. A casa foi concluída em agosto de 2013 dentro das expectativas e regularizada junto à prefeitura, em um processo que Flausino considera "não muito simples" e oneroso.
"Tem de dar entrada nos papéis, tem um trâmite, por isso muitas pessoas não oficializam os imóveis e por causa dos gastos também", opina. Segundo o funcionário público, a construção foi a saída exata para atender às necessidades do casal, ao contrário de um imóvel comprado pronto. "Eu busquei personalizar o sonho", resume.
Flausino conseguiu unir três itens indispensáveis para quem vai iniciar uma obra: paciência, conhecimento do processo construtivo e auxílio de um bom profissional.
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
O arquiteto Clóvis Bohrer destaca que a orientação de um engenheiro ou arquiteto pode ser útil antes mesmo da escolha do terreno, que inclui variáveis como localização, exposição à luz solar e topografia.
"Alguns fatores são próprios de quem vai construir, como a localização do terreno, se é dentro de condomínio ou não, maior ou menor. Independentemente de qualquer tipo, a orientação de um profissional da área é imprescindível, porque ele já tem a expertise", alerta.
Segundo Bohrer, o profissional contratado irá avaliar as características físicas e legais do terreno, alertando sobre situações como a proximidade com fundos de vale (que inviabiliza parte do terreno para obra) e se há recuos necessários para atender as taxas de ocupação.
Esses recuos são determinados pela Lei municipal de Uso e Ocupação do Solo - normalmente, os recuos frontais devem ser de cinco metros , que também determina a manutenção de uma área gramada de 20% do terreno. São regras importantes para garantir a aprovação do projeto junto à prefeitura. O desafio do profissional é atender a essas exigências e, ao mesmo tempo, aos anseios da família que contrata a obra.
"Nem sempre a família chega alinhada, o marido pensa em uma coisa, a mulher em outra, os filhos têm expectativas dependendo da idade, e o bom profissional consegue alinhar isso", destaca.




