Um povo que sabe receber
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Há tempos Londrina é conhecida como uma cidade de serviços. Nos últimos anos, porém, vem se firmando também como uma cidade de eventos. E fazer evento não é para qualquer um. Exige uma grande dose de planejamento, dedicação, profissionalismo, atenção a detalhes mínimos. Um desafio que muita gente por aqui tem encarado com maestria.
O setor exibe números que impressionam: a taxa de crescimento é de 10% ao ano; 1,2 milhão de pessoas participam dos 3,3 mil eventos realizados anualmente na cidade; uma cadeia de 50 setores da economia é envolvida e R$ 140 milhões são movimentados pelo setor a cada ano, segundo informações do Londrina Convention & Visitors Bureau. Os avanços não foram obtidos por acaso. Acima de tudo na última década o mercado se profissionalizou e se preparou para atender à crescente demanda.
A relações públicas Maria Angela Rocha Ferraz acompanhou de perto esta transformação. Proprietária da Âncora Comunicação, empresa especializada na organização de eventos e há 22 anos no mercado, ela acredita que os avanços foram motivados por mudanças no perfil dos clientes. A cidade ficou com cara de gente grande, exigindo mais profissionalismo, argumenta a empresária.
Isto, lembra Maria Angela, levou muita gente a se especializar na área. E com a conquista da qualidade, veio a quantidade. Quando o serviço é bom, os clientes voltam, teoriza ela, que não se restringe à realização de eventos em Londrina. Cidades do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais também integram sua rota de trabalho.
Ficamos de olho em tudo: nas flores da decoração, na temperatura do ar-condicionado, no funcionamento dos equipamentos. Chegamos a aromatizar o ambiente pouco antes da chegada dos convidados para criar um clima aconchegante, revela a relações públicas, em uma demonstração da qualidade de atendimento que vem tornando Londrina uma referência no setor.
Sem parar no tempo
Os cuidados com todos os detalhes também definiram a história do Buffet Planalto, um dos mais tradicionais de Londrina. O palco de grandes festas hoje na cidade nasceu há 41 anos como um restaurante italiano. Depois de mais de uma década, começou a ser transformado em buffet, tornando-se sinônimo de qualidade e uma referência de grandes recepções na cidade.
Ronaldo Pena Chineze, filho e braço direito do fundador do buffet, Antonio Chineze (o Tonhão), acredita que mudanças de comportamento ajudaram a impulsionar o setor. Hoje as pessoas se presenteiam mais, querem viajar, se confraternizar, valorizam mais estes momentos. Por isso, não podemos parar no tempo, argumenta o empresário, que acaba de ampliar o salão do buffet em 350 metros quadrados.
Atualmente a casa pode receber até mil convidados, mas Chineze já pensa em oferecer ainda mais espaço. Temos pronto o projeto de um novo salão, próximo aos condomínios da zona sul, que dobrará nossa capacidade. Será uma forma de evoluirmos e perpetuarmos nossa marca, diz Chineze.


