Um novo conceito
A emergência das classes C, D e E nos últimos anos tem tirado as empresas da zona de conforto. Até o final da década de 80, cerca de 75% das vendas dos fabricantes de bens de consumo eram para consumidores das classes A e B. Hoje quem comanda esse mercado são as classes C, D e E. Essa revolução tem feito muitos empresários ''quebrar a cabeça'' para satisfazer o gosto e o desejo desses consumidores, que tornaram-se mais exigentes. No mundo do design isso não é diferente.
Na opinião de Rafael de Tarso Schroeder, consultor de inovação do Centro Internacional de Inovação (C2I) para a Região Norte do Paraná, a ascensão desses novos consumidores precisa ser debatido, entendido e colocado em prática pelas indústrias moveleiras. ''Esse fato, de certa forma, é novo no Brasil. As indústrias precisam entender e se preparar para atender esse novo público, que tornou-se mais exigente quando o assunto é mobília'', diz. Segundo ele, esses consumidores passaram a avaliar não só os preços, mas também qualidade, durabilidade e sustentabilidade dos produtos. ''O design tem sido um diferencial na hora da compra'', salienta.
O pólo moveleiro de Arapongas tem sua produção quase que totalmente voltada para o público interno. Cerca de 80% dos móveis fabricados no País são consumidos pelos brasileiros. ''Estatísticas de 2009, apontam que as famílias gastaram R$ 21 bilhões com peças de mobiliário. Se não dialogarmos com esse consumidor das classes emergentes como poderemos atender seus anseios?'', questiona Nilson Carlos Stefani Violato, gerente da unidade do Senai de Arapongas. (K.A.)





