Ele nasceu em Portugal, no dia 6 de janeiro de 1.915. Chegou pela primeira vez no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, em pleno Carnaval de 1.940. ‘‘Vim por causa de um filme, com a intenção de ficar aqui apenas três meses, e nunca mais sa풒, conta Fernando. ‘‘Numa das noites deste Carnaval, sofri um grave acidente de carro que me fez perceber que a vida pode acabar a qualquer momento e que eu deveria aproveitá-la ao máximo’’.
Este é um dos segredos, segundo ele, para trabalhar muitas horas por dia, há mais de 60 anos, ler sete jornais todas as manhãs, navegar diariamente pela Internet e fazer no mínimo quatro viagens internacionais por ano. ‘‘É importante que se faça o que se gosta, sempre com muito amor e alegria em viver’’, ensina.
Em seus quase 58 anos de Brasil, Fernando cativou um grande elenco de amigos, namoradas e ex-mulheres. Me casei cerca de ‘‘dez vezes’’, calcula. Entre elas, as atrizes Maria Della Costa, Marisa Prado e Odete Lara. Apesar de tantas uniões, o mestre teve apenas um único filho, o jornalista Fernando Valeika, hoje com 33 anos, produto do casamento com uma das manequins brasileiras de maior sucesso internacional de todos os tempos, Giedre Valeika.
Nos anos 40, dividiu apartamento com o romancista Jorge Amado e com o artista plástico Carlos Scliar. Foi grande amigo de Érico Veríssimo e Rubem Braga. Lançou a atriz Tônia Carrero para a fama e convenceu o advogado Paulo Autran a seguir a carreira artística.
Fernando foi amigo de Roberto Rosselini, Ingrid Bergman, Federico Fellini e Pietro Germi. Até hoje conserva as boas relações com personalidades como Michelangelo Antonioni e Catherine Deneuve. ‘‘Até hoje só conheci duas mulheres cor-de-rosa em minha vida: Mrs. Deneuve e Maria Della Costa’’, afirma.
O livro de Fernando de Barros é um pouco de todas estas histórias, que se misturam à trajetória da moda no Brasil e no Mundo. Repleto de curiosidades interessantes, didático nos conceitos e acessível nas incontáveis dicas de moda e de vida. ‘‘O livro é uma contribuição de Fernando ao homem brasileiro’’, resume Ignácio de Loyola Brandão no prefácio da obra.

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