Um mês de treinamento e o terceiro lugar
Há um mês, Graciele Rodrigues era atendente no Lucca Cafés Especiais, no Batel. Propôs para a dona do estabelecimento, Georgia Franco de Souza, que gostaria de participar da competição de baristas. Por duas horas por dia antes da loja abrir, três vezes por semana, treinaram para o campeonato.
''Na teoria, eu já sabia como fazer'', explica parte do segredo do sucesso. Graciele, agora barista na loja, ficou com o terceiro lugar, à frente de competidores que já ganharam o título em anos anteriores. ''Olha, não é difícil, mas exige curiosidade e vontade.''
A profissão é recente no País. O primeiro campeonato brasileiro foi organizado em 2002, dois anos depois do primeiro mundial, realizado em Montecarlo. Em 2006, Otavio Linhares representou o Brasil na Suíça depois de sagrar-se campeão brasileiro no ano anterior. Graciele já fez o Curso Básico de Barista, que Linhares oferece todos os meses no Lucca, ao custo de R$ 390.
São duas horas de teoria e seis de prática, em que o aluno aprende a fazer a extração do espresso, vaporizar o leite, compor drinks de leite e café além de tratar de manutenção e limpeza.
O professor, porém, diz que o ideal seria trabalhar na área depois do curso devido à importância de aprender na prática. Para fazer cafés especiais em casa, ele lembra que as máquinas para o preparo custam entre R$ 800 e R$ 60 mil. O próximo curso será realizado nos dias 8 e 9 de novembro. (R.U.)





