Um lugar muito promissor
Há várias grandes e boas panificadoras em Londrina. Mas se a ideia é degustar pães de qualidade superior, feitos artesanalmente, o lugar certo também está na zona sul. Antes mesmo da Gleba Palhano se tornar uma referência em negócios diferenciados, o boulanger Nelson Kataoka transferiu para lá a primeira casa de pães da cidade nos moldes franceses. É ali no início da Avenida Madre Leônia que, desde 2003, a Nelson Boulangerie produz diariamente cerca de 40 diferentes receitas, algumas desenvolvidas há séculos e todas produzidas sem ingredientes químicos, capazes de satisfazer o paladar de quem reconhece o sabor do pão original.
Variedade de pães também é uma das características da Panetteria Palhano, que se instalou no bairro de mesmo nome há quase dois anos. Os proprietários que mantiveram uma panificadora na Avenida Maringá por 17 anos sonhavam em abrir um negócio na região há muito tempo. A oportunidade, porém, surgiu por acaso. Quando resolvemos deixar de ser comerciantes, apareceu o ponto que queríamos. Este é um lugar muito promissor, que tem potencial para coisas novas, afirma a proprietária da panetteria, Elieth Hodas. Segundo ela, não bastaria abrir no local uma simples padaria. Era preciso ir além.
As padarias especiais se mesclam a novos empreendimentos que surgem a todo momento na região, mexendo com a vida de quem chegou ali quando as ruas eram de terra e os terrenos ocupados por hortas e plantações de uva. É o caso da família de Geehrter Sathler Rosa, pioneiro que se mudou para a gleba na década de 1960, época em que a verticalização da região era algo inimaginável. Ao longo dos anos a família comprou e vendeu vários lotes, mas manteve residência em um cobiçado e bucólico espaço de aproximadamente 10 mil metros quadrados, hoje cercado de edifícios, localizado na Avenida Ayrton Senna. Na área estão construídas três residências da família e outra de um funcionário.
Segundo uma filha de Rosa, até há pouco tempo eles resistiam em deixar o lugar onde vivem há mais de 30 anos, mas atualmente já cogitam ceder às muitas propostas que recebem. A ideia é construir no local, provavelmente nos próximos dois anos, imóveis que poderão ser locados a empresas e instituições financeiras. Com a saída da família e a ocupação da antiga chácara por imóveis comerciais, a paisagem da Gleba Palhano, mais uma vez, será transformada. (S.L.)





