A UFPR muda a lista de livros a cada dois anos. Por mais que os títulos mudem, sempre são alterados por obras semelhantes. Um exemplo foi a troca do livro Terras do Sem Fim, de Jorge Amado, por São Bernardo, de Graciliano Ramos. Os dois autores nasceram na mesma época, os livros foram lançados em anos próximos, eram amigos, com objetivos semelhantes e posicionamentos políticos iguais. ''Um livro é parente do outro'', diz o coordenador do terceirão do Colégio Bom Jesus e professor de literatura, Carlos Machado.
Machado de Assis nunca falta. Assim como Graciliano Ramos, José de Alencar e Manuel Antônio de Almeida. A cada dois anos eles mudam quatro livros da lista. Isso não é regra, mas acorre há 10 anos.
O coordenador considera que ler o resumo é importante, desde que haja fundamentação histórica, com exercícios e apoio teórico. Segundo o coordenador, a articulação poética de Cecília Meireles no livro Romanceiro da Inconfidência está distante dos jovens que irão prestar vestibular. Isso torna o livro o mais complicado entre os dez. Já Dom Casmurro foi tão falado e comentado que é difícil alguma pergunta surpreender os candidatos. (D.C.)

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