Imagem ilustrativa da imagem Um homem pautado pelo empreendedorismo
| Foto: Arquivo FOLHA
Desde a época do "Bicho do Paraná", passando pelo "Tempo passa, o tempo voa..." , até chegar ao "Gente que faz!", o banco ganhou repercussão nacional, ampliando sua gama de clientes e se firmando entre as grandes empresas do Brasil




O espírito empreendedor e incentivador sempre foram características presentes da personalidade do empresário José Eduardo de Andrade Vieira. Assim como a maior parte de seus irmãos, ele nasceu e se criou em Tomazina, no Norte Pioneiro e, posteriormente, aos 18 anos, já morando em Curitiba, começou a trabalhar dentro do Banco Bamerindus, fundado por seu pai, Avelino Vieira.
Primeiramente ele atuou como auxiliar de cobrança interna, depois assumiu um dos caixas de uma agência, e foi galgando posições conforme sua experiência, chegando a chefe de seção, gerente, diretor e, finalmente vice-presidente no ano de 1974. Vieira chegou à presidência da instituição financeira no ano de 1981, cargo que ocupou até 1997, quando o banco foi vendido para o HSBC. Sua postura simples e direta servia como incentivo para seus funcionários. Fruto disso é que, sob sua gestão, o banco pulou de oitavo para o terceiro lugar no ranking do setor.
Conforme João Antônio Neto, que trabalhou por 36 anos no Bamerindus, até se aposentar em 1994, José Eduardo costumava dizer que gostava de ser franco e direto, sem meias palavras. "E, por isso que era uma instituição diferente. Os funcionários eram estimulados constantemente, até mesmo pela postura de simplicidade adotada pelo presidente. Um dos motivos do sucesso do banco era que o seu Avelino (pai) repassou ensinamentos aos seus filhos, e isso era perceptível quando o José Eduardo estava a frente dos negócios", destaca.
Neto começou no banco como office-boy e passou por diversos departamentos durante sua carreira, hoje ele mora em Tomazina, terra natal de José Eduardo. O ex-funcionário destaca que um passo importante para o crescimento do banco foi manter sua sede no Paraná. "Apesar dos centros comerciais nacionais se concentrarem em São Paulo e Rio de Janeiro, a sede do Bamerindus não saiu de Curitiba. Isso mostrou uma lealdade com a população do Estado, era uma demonstração de amor pela terra, e que era reconhecida pelos funcionários. E isso fazia com que a gente se sentisse valorizado. O banco que nasceu em Tomazina, foi para a capital se expandiu para todo o País, mas sua sede permaneceu no Paraná, e isso era muito importante", completa.

GENTE QUE FAZ!


A demonstração de "paranismo" da diretoria da instituição, ressaltando suas origens no Estado, também ficou evidente nas diversas campanhas de marketing veiculadas pela instituição. Desde a época do "Bicho do Paraná", passando pelo "Tempo passa, o tempo voa..." , até chegar ao "Gente que faz!", o banco ganhou repercussão nacional, ampliando sua gama de clientes e se firmando entre as grandes empresas do Brasil.
"Sempre trabalhamos com as ideias que surgiam da diretoria e, mais de uma vez, as campanhas criadas foram históricas. Por quatro anos a peça do ‘Gente que faz’, que durava três minutos, ficou sendo veiculada em horário nobre. Eram histórias de pessoas comuns, mas que se destacavam e serviam de exemplos para a população", ressaltou Sérgio Reis, que atuou como diretor de Marketing do Bamerindus por 25 anos.
Conforme Reis, José Eduardo era um entusiasta , sempre com ideias originais. "Atualmente vemos diversos comerciais que destacam o povo brasileiro, mas naquela época era algo diferente, inovador, que mostrava o posicionamento do banco. Era algo que falava diretamente com a audiência, com o cliente, que era o mais importante para a instituição", afirmou.

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