No centro de todo o conhecimento que Londrina detém na área de saúde está o Hospital Universitário (HU), órgão suplementar da UEL que no dia 1º de agosto também completou 40 anos de fundação. Nascido na área central da cidade – no prédio então pertencente ao Hospital Evangélico, na esquina das ruas Pernambuco com Alagoas, onde hoje funciona a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) –, em poucos anos foi transferido para o atual endereço, na Avenida Robert Koch (Zona Leste). Ali não parou mais de crescer, tornando-se o maior hospital público do interior do Estado e terceiro maior hospital universitário do Sul. Pacientes de todas as regiões do País já foram atendidos ali.
  Junto com o Ambulatório do Hospital de Clínicas (AHC), o HU influencia diretamente na qualidade dos cursos ligados à saúde e coloca a UEL entre as três melhores instituições do País na área, atrás apenas da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nos seus movimentados corredores, tudo é em grande escala. E não é para menos: o orçamento do HU é maior que o de mais de um terço dos 299 municípios do Paraná – R$ 168 milhões para 2011.
  Somados, HU e HC têm área construída de 41 mil metros quadrados e abrigam mais da metade dos servidores da universidade: aproximadamente 2 mil funcionários e 308 docentes. Como hospital-escola, abriga 130 projetos de pesquisa e vários programas de extensão realizados por estudantes da graduação e pós-graduação, orientados e supervisionados por docentes do Centro de Ciências da Saúde.
  Atualmente a instituição – que é referência em atendimento de casos de alta complexidade – é comandada, pela primeira vez, por uma mulher, a médica Margarida Carvalho. Ela ocupará a superintendência até 2014 e, até lá, pretende ‘‘arrumar a casa’’. ‘‘Esta gestão é focada na infraestrutura, que ficou em segundo plano para a construção de novas unidades, em gestões passadas. Pretendemos promover reformas e melhorias nas condições de trabalho de setores como farmácia, lavanderia, cozinha, centro de esterilização de materiais hospitalares, vigilância e portaria. Algumas obras, inclusive, já foram iniciadas’’, esclarece a superintendente.
  Ela revela que um dos projetos tem por objetivo informatizar totalmente o hospital, integrando-o também ao HC por meio digital. ‘‘Além disso, queremos trazer para o HU as principais tecnologias utilizadas hoje em dia em medicina, como as cirurgias feitas por robôs, que já são realidade em grandes hospitais do País’’, afirma a médica. Apesar do foco em infraestrutura, Margarida observa que o crescimento do hospital não será prejudicado e está garantido pelo plano diretor. Já estão definidas, por exemplo, obras como a construção do Centro de Reabilitação, do Hospital da Mulher e da Criança, da Unidade de Quimioterapia, da nova Unidade Masculina e a reforma do Laboratório de Patologias.
  Recentemente o HU ganhou a Unidade de Transplante de Medula Óssea e o Banco de Olhos. No momento estão sendo concluídas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatal e Adulto III. ‘‘O HU é a síntese da universidade. Aqui funcionam, em harmonia, os pilares ensino, pesquisa e extensão. Estamos trabalhando para deixá-lo pronto para crescer ainda mais’’, resume a superintendente.

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