Um gigante que não para de crescer
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quinta-feira, 06 de outubro de 2011
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
No centro de todo o conhecimento que Londrina detém na área de saúde está o Hospital Universitário (HU), órgão suplementar da UEL que no dia 1º de agosto também completou 40 anos de fundação. Nascido na área central da cidade no prédio então pertencente ao Hospital Evangélico, na esquina das ruas Pernambuco com Alagoas, onde hoje funciona a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) , em poucos anos foi transferido para o atual endereço, na Avenida Robert Koch (Zona Leste). Ali não parou mais de crescer, tornando-se o maior hospital público do interior do Estado e terceiro maior hospital universitário do Sul. Pacientes de todas as regiões do País já foram atendidos ali.
Junto com o Ambulatório do Hospital de Clínicas (AHC), o HU influencia diretamente na qualidade dos cursos ligados à saúde e coloca a UEL entre as três melhores instituições do País na área, atrás apenas da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nos seus movimentados corredores, tudo é em grande escala. E não é para menos: o orçamento do HU é maior que o de mais de um terço dos 299 municípios do Paraná R$ 168 milhões para 2011.
Somados, HU e HC têm área construída de 41 mil metros quadrados e abrigam mais da metade dos servidores da universidade: aproximadamente 2 mil funcionários e 308 docentes. Como hospital-escola, abriga 130 projetos de pesquisa e vários programas de extensão realizados por estudantes da graduação e pós-graduação, orientados e supervisionados por docentes do Centro de Ciências da Saúde.
Atualmente a instituição que é referência em atendimento de casos de alta complexidade é comandada, pela primeira vez, por uma mulher, a médica Margarida Carvalho. Ela ocupará a superintendência até 2014 e, até lá, pretende arrumar a casa. Esta gestão é focada na infraestrutura, que ficou em segundo plano para a construção de novas unidades, em gestões passadas. Pretendemos promover reformas e melhorias nas condições de trabalho de setores como farmácia, lavanderia, cozinha, centro de esterilização de materiais hospitalares, vigilância e portaria. Algumas obras, inclusive, já foram iniciadas, esclarece a superintendente.
Ela revela que um dos projetos tem por objetivo informatizar totalmente o hospital, integrando-o também ao HC por meio digital. Além disso, queremos trazer para o HU as principais tecnologias utilizadas hoje em dia em medicina, como as cirurgias feitas por robôs, que já são realidade em grandes hospitais do País, afirma a médica. Apesar do foco em infraestrutura, Margarida observa que o crescimento do hospital não será prejudicado e está garantido pelo plano diretor. Já estão definidas, por exemplo, obras como a construção do Centro de Reabilitação, do Hospital da Mulher e da Criança, da Unidade de Quimioterapia, da nova Unidade Masculina e a reforma do Laboratório de Patologias.
Recentemente o HU ganhou a Unidade de Transplante de Medula Óssea e o Banco de Olhos. No momento estão sendo concluídas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatal e Adulto III. O HU é a síntese da universidade. Aqui funcionam, em harmonia, os pilares ensino, pesquisa e extensão. Estamos trabalhando para deixá-lo pronto para crescer ainda mais, resume a superintendente.


