Natural de Dracena, interior de São Paulo, não demorou muito para Marco Aurélio Ribeiro, 46 anos, o locutor Marco Brasil, entender que veio para este mundão para ser gente grande, conhecer pessoas, lugares e escrever uma história para encher de orgulho dona Elza, sua saudosa mãe. Em 2015, o locutor de rodeio completa 20 anos de carreira e emenda um trabalho atrás do outro.



Desenrolado, consegue conciliar seu programa de TV com campanhas publicitárias, o lançamento do novo CD, a educação dos filhos e a vida amorosa com a esposa, a personal stylist Vanessa Vioto. Respeitado pelo público, Marco Brasil dispensa o título de celebridade e credita seu sucesso ao reconhecimento das pessoas. "Minha energia para produzir vem do público que tanto amo e respeito. Sou do povo, esse meio é brutão, rústico e sistemático".

"Pretendo ficar aqui em Londrina para o resto da vida", revela o locutor de rodeio
"Pretendo ficar aqui em Londrina para o resto da vida", revela o locutor de rodeio | Foto: Walkiria Vieira


Há um ano vivendo em Londrina, Marco Brasil é só felicidade. "Sou feliz, não sofro mais com o passado ou com o futuro. Vivo o presente, vivo cada dia e isso é importante. Já fui mais ansioso e hoje, só de ver minha família com saúde e as coisas dando certo, fico bem." Nos momentos de lazer, Marco Brasil se aninha em Primeiro de Maio. "Fico na beira do Rio, sou barranqueiro, gosto de cavalo, cachorro e barco."

Faltou pouco para Marco Brasil concluir o curso de Direito. A experiência não foi em vão, uma soma de experiências, e assim que possível, ele pretende fechar esse ciclo. O sonho inicial? Ser delegado. Mas antes disso, foi jogador de futebol pelo Colorado e policial rodoviário. "Tinha horas que eu parava no meio da pista, pegava um cone e soltava a voz". A locução, literalmente falou mais alto. E sobre a capacidade que tem de fazer da voz seu instrumento de trabalho, Marco não faz rodeio: "Minha voz é um dom de Deus, nunca fui em fonoaudióloga e posso estar com algum problema pessoal e esqueço tudo quando pego o microfone."

Sem contar bota e chapéu, Marco Brasil ostenta 1.98 de altura. No melhor estilo caubói, veste calça jeans justa, camisa, lenço no pescoço, acessórios descolados e não passa despercebido mesmo. O dedo da esposa, mais uma vez, está presente e ele não esconde a vaidade. "Fã nunca quer ver a gente mal vestido, quer você bem. Mas meu negócio é bota, chapéu e sou meio brutão, sem frescura."

Com extensa agenda de compromissos, o dono do bordão "Alô, meu povo", ama o que faz. Bom de prosa e de improviso, basta um pedido que o grandão deslancha a falar. Ele conta que sempre mandou bem nas rimas e na escola sempre foi extrovertido. "Dei mais trabalho que porco solto. Era rápido no improviso, principalmente para enrolar a minha mãe." Realizado, o homem que escolheu o nome de seu país como sobrenome, admite que poucas coisas o deixam triste, e a situação que o Brasil atravessa é uma delas. "Choro pouco, sou um cara feliz, vou passar por essa vida aqui para deixar uma história legal. Acreditei num sonho, corri atrás e nunca tive medo e nem nunca fui de viajar muito na maionese."

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