Um farto acervo para pesquisa
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segunda-feira, 14 de março de 2016
Cecília França<br>Especial para a FOLHA 
O sistema de bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) recebe um público estimado em mais de 13 mil pessoas por ano, segundo dados mais recentes. O rico acervo oferece mais de 165 mil títulos, entre livros, teses, folhetos e obras raras. Há, também, uma coleção especial de quatro mil itens entre CDs, disquetes, DVDs, fitas cassetes, fotografias, entre outras modalidades de arquivo.
A maior das cinco unidades, a Biblioteca Central, serve como ponto de referência dentro do extenso campus. A setorial de Ciências Humanas também se localiza na sede, enquanto as outras três unidades funcionam em pontos diferentes da cidade. Na Rua Pernambuco está a biblioteca da Clínica Odontológica Universitária; no Hospital Universitário, a do Centro de Ciências da Saúde; e a quarta estrutura, anexa ao Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos, na Rua Brasil.
Fundado em 1972, com a criação da Biblioteca Central, o sistema de bibliotecas da UEL evoluiu com o tempo e atualmente oferece consulta on-line ao acervo, bem como a possibilidade de reserva de títulos e renovação de empréstimos pelo site. Parte do acervo de teses e dissertações, periódicos e livros eletrônicos também está disponível na internet.
Mas as bibliotecas não são as únicas fontes de pesquisa na universidade. Para quem deseja se aprofundar no conhecimento histórico, existe o Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH), localizado no Centro de Ciências Humanas (CCH). E para quem deseja adquirir um livro ou publicação resultante de pesquisa acadêmica pode fazê-lo na livraria da universidade, situada em frente à Biblioteca Central.
A Livraria da UEL, ligada à editora da universidade, comercializa obras científicas, de professores próprios e de outras instituições de ensino do País, que tenham sido aprovadas pelo Conselho Editorial. João Martins, chefe da divisão de livraria, diz que até mesmo alunos já publicaram suas pesquisas.
"Vendemos também livros de outras editoras universitárias e das principais editoras privadas nacionais, normalmente nas áreas de conhecimento afins da UEL", explica.
DOCUMENTAÇÃO
O CDPH existe desde a década de 1970, antes mesmo da inauguração do atual campus da UEL. Segundo o coordenador do espaço, Márcio Santana, houve uma descontinuidade do serviço, que acabou reaberto na década de 1980, já no prédio do CCH. Santana informa que 80% do acervo do centro é composto por documentação de caráter oficial, sendo um terço dela de documentos pessoais, desde recibos até anotações que ajudam a compreender a história de Londrina e do Paraná.
"Na área de música, temos discos de vinil, CDs, uma biblioteca relativamente grande, inclusive em outros idiomas. Também temos acervo judiciário, cedido em comodato pelo Fórum de Londrina", informa Santana. Jornais e revistas também compõem o acervo do CDPH, formado, especialmente, por doações de particulares e instituições.
"O centro começou compondo um acervo sobre Londrina, depois se expandiu para o Norte do Paraná, alcançou todo o Estado e até fora dele", diz o coordenador. Segundo ele, a conservação do material é tarefa delicada, pois todos os documentos passam por uma limpeza mecânica e higienização ao chegarem ao centro.
O próximo passo do CDPH para facilitar o acesso da comunidade aos arquivos é a oferta on-line. Segundo Santana, o projeto-piloto já existe, mas a universidade aguarda recursos para executá-lo.



