Além de esforço, a pós-graduação envolve custos que muitas vezes podem estar acima da capacidade orçamentaria do estudante. A boa notícia é que, quem pensa em fazer uma pós-graduação Stricto sensu pode contar com bolsas que o ajudam na sua subsistência e na compra de materiais e livros para a sua pesquisa. Mesmo porque, em alguns casos, o estudante deve se dedicar integralmente ao curso, e isso o impede de ter um emprego.

A pós-graduação Stricto sensu – mestrado, doutorado e pós-doutorado - oferece bolsas de estudo por meio de órgãos de fomento como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e por entidades como, no Paraná, a Fundação Araucária.

Segundo informações da Capes, o número de bolsas concedidas à pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) no Paraná cresceu 6% de 2013 para 2014, e 135% nos últimos 5 anos.

O número de bolsas recebidas pelos programas das universidades varia conforme o seu conceito – quanto maior, mais bolsas recebe. No Paraná, conforme levantamentos mais recentes da Capes e do CNPq, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Estadual de Londrina (UEL) são as instituições de ensino que mais recebem bolsas dos órgãos de fomento.

Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Amauri Alfieri, o número de bolsas recebidas pela universidade vem crescendo ao longo dos anos à medida que são abertos novos programas e recebidos novos alunos de pós-graduação. Além disso, contribuem para o aumento do número a elevação das notas da Capes atribuídas aos programas de pós Stricto sensu.

"Houve crescimento no conceito dos programas", afirma Alfieri. Na última avaliação da Capes, dois dos programas da UEL foram elevados à nota 6 em uma escala de 1 a 7, onde 6 e 7 são notas atribuídas apenas a programas em que se considera haver padrão comparado ao internacional.

A distribuição das bolsas entre os alunos leva em consideração critérios selecionados por cada programa de pós-graduação. "Alguns programas distribuem por professor, em função da sua produtividade (e estes distribuem as bolsas aos alunos), outras pela classificação dos alunos no processo seletivo", explica Célia Regina Tavares, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O valor da bolsa é de R$ 1.500 para mestrado, R$ 2.200 para doutorado e R$ 4.100 para pós-doutorado. Pelo CNPq, doutores contam com mais uma taxa de R$ 400, chamada de "taxa de bancada", para a compra de materiais relacionados à sua tese, assim como para o pagamento de inscrições em congressos ou publicações de artigos, explica Célia. Quando os alunos se inscrevem em um curso de mestrado ou doutorado, automaticamente já concorrem às bolsas, desde que não tenham nenhum vínculo empregatício ou recebam outro tipo de bolsa, afirma a pró-reitora.

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