Um em cada dois é informal
No mercado de trabalho, é difícil um chapeiro experiente ficar sem trabalho porque as empresas do ramo disputam a tapa os melhores profissionais. Mesmo assim, calcula o sindicato que representa a categoria, para cada empregado formal existe outro trabalhando na informalidade.
Segundo João de Deus Correia, diretor do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro de Londrina, a profissão de chapeiro emprega formalmente cerca de 200 pessoas na cidade mas há pelo menos o dobro atuando na função. O piso da categoria é de R$ 460,00 mensais mais 6% de assiduidade. Mas a molecada que está no mercado ganha o famoso PF (por fora), comenta o sindicalista.
Mesmo assim, Correia diz que o profissional chapeiro não está em falta no mercado. O que faltam, continua ele, são profissionais qualificados que dominem, além da técnica, as exigências de manipulação e conservação de alimentos e as regras de higiene e limpeza.
A professora do Departamento de Psicologia do Trabalho da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Regina Márcia Brolesi de Souza, acrescenta que a carência de trabalhadores qualificados faz com que os melhores sejam disputados pelas empresas que, muitas vezes, têm dificuldades em encontrar alguém rapidamente. Em Curitiba, por exemplo, tem um número muito grande de restaurantes e um número de vagas maior do que o de profissionais disponíveis, afirma. (L.A.)





