Em um dos mais belos cartões-postais de Londrina - o Lago Igapó 2 - o ritmo é sempre intenso, principalmente no início da manhã e no final da tarde. São jovens, adultos e idosos que caminham, correm ou passeiam atrás da forma física e de uma vida saudável. Busca que acontece também no Lago Cabrinha (na Zona Norte), no Zerão, no Zerinho do Bosque, no Lago Igapó 1, na Praça Nishinomya, e na Praça Tomi Nakagawa, estas na região Central. Nos últimos anos, o londrinense ganhou espaços públicos apropriados para o lazer e a prática esportiva, e cada vez mais vem aprendendo a aproveitá-los. Por outro lado, também cobra mais segurança, para que o exercício físico seja só fonte de saúde e prazer.
  A professora de educação física e administradora Roberta Esteves, de 26 anos, faz do Igapó 2 seu local de caminhada pelo menos duas vezes por semana. Moradora de Londrina há 10 anos, ela acredita que a infra-estrutura de espaços públicos para atividade física na cidade é boa. ‘‘Mas, a segurança pública tem que melhorar. E as autoridades também deveriam oferecer outras possibilidades de aproveitar esses espaços - faltam ciclovias por exemplo, para que as pessoas possam utilizar a bicicleta não só como atividade física, mas como meio de transporte. E é preciso ter orientação física de um profissional da área’’, cobra.
  Na praça Nishinomya, a cobrança é por melhores condições da calçada onde as pessoas correm e caminham. ‘‘Já pedimos para aumentar o ‘passeio’ em pelo menos um metro para aumentar o fluxo das pessoas, principalmente no final de semana, quando fica lotado’’, afirma o funcionário público aposentado Divonsir Gargia Tudisco, de 55 anos. ‘‘O espaço é muito bom, mas é preciso melhorar a calçada, tirar os postes que estão no meio’’, avalia a educadora física Miriam Regina Barroto do Carmo, de 42 anos, que usa o espaço três vezes por semana para correr.
  Aproveitar os espaços públicos em Londrina também significa iniciativas comunitárias, como as aulas de Tai Chi Chuan que acontecem gratuitamente no Lago Igapó 1 e na praça Nishinomya, e, pouco depois que foi inaugurada, também na Praça Tomi Nakagawa. Ou no Parque Guanabara (Zona Sul), em que os moradores, uma vez por semana, participam de atividade física e ao final dos exercícios recolhem a sujeira da Praça Tiradentes.
  A iniciativa, da educadora física Iracelis Gonçalves, recebeu o nome de projeto Body Vive, e nasceu em fevereiro deste ano da necessidade que ela viu de oferecer aos aposentados do bairro a regularidade de atividade física recomendada pelos médicos do posto de saúde local. Outro bom exemplo são as aulas de yogaterapia, que acontecem também uma vez por semana na sede do Clube das Mães Unidas, no Jardim Interlagos (Zona Leste).
  Verificação da pressão e aulas de ginástica, lembra o geriatra Marcos Cabrera, são promovidos por várias redes de supermercados e farmácias da cidade e são outra boa opção de atividade física. ‘‘Londrina tem um potencial enorme de espaços públicos, mas é preciso cada vez mais viabilizar a realização de exercício físico’’.

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