O boom da verticalização na última década na região da Gleba Palhano (zona Sul) acabou por consolidar as construções seguindo as características ''residencial club''. Tanto é verdade que dados da Regional Norte do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR) apontam que cerca de 100 novos empreendimentos estão em fase de construção naquela região, voltados, sobretudo, ao público A e B. Em todo o município, entretanto, existem aproximadamente 1,4 mil condomínios entre verticais, horizontais, tanto comerciais quanto residenciais em Londrina.
Nesse conceito, em geral, o tamanho dos apartamentos não é tão grande; algo em torno de 70 a 100 metros quadrados. Se bem que há os condomínios de alto padrão que chegam a ter mais de 300 metros de área privativa. Apesar do tamanho menor, em contrapartida, a área de lazer nesses novos empreendimentos não se restringe mais a um simples salão de festas e churrasqueira. Vai desde as tradicionais piscinas, espaço gourmet, até salas de cinema, spa, quadras de tênis e golfe.
Diante disso, alguns deles chegam a ter mais de sete mil metros quadrados de área total, grande parte destinados aos espaços coletivos. Já nas regiões da cidade em que não há tanta área disponível, a criatividade é lançada e a otimização dos espaços palavra de ordem. O térreo dá lugar integralmente às áreas de lazer e os estacionamentos vão para o subsolo. Os primeiros andares e os áticos (no último andar) também são aproveitados para esta finalidade.
A aceitação foi e tem sido tão boa que, hoje, as construtoras nem apresentam mais projetos que não contemplem esse itens. Para a gerente regional da Construtora Plaenge, Célia Catussi, essa tendência veio realmente para ficar. ''As famílias gostam de ter esses serviços à disposição, ainda que não usufruam de todos constantemente. Mas, o fato de não precisarem sair de casa para desfrutar de toda a comodidade e conforto desses espaços é determinante na escolha'', diz.
De acordo com a gerente, em um dos projetos da construtora a ser entregue em julho do próximo ano, existem mais de 40 itens. ''É importante dizer que, ao mesmo tempo em que agrega valor ao imóvel, não encarece a taxa de condomínio, já que comporta muito mais apartamentos. Na verdade, são benefícios ao morador sem onerar o bolso'', garante ela, exemplificando que um apartamento de 300 metros quadrados de área total, tem uma mensalidade, em média, de R$ 500.
Diminuição das despesas é o que salienta também a diretora de incorporação da Quadra Construtora, Fernanda Carrara. Segundo ela, aqueles que estão adquirindo o primeiro imóvel são os que mais querem economizar. ''Eles precisam eliminar despesas extras. Com o espaço fitness, por exemplo, não precisam pagar uma academia. Não há, também, a necessidade de se deslocar a um clube para fazer aulas de natação ou pagar um spa para uma sessão de relaxamento no ofurô.''
E quem imagina que para manter estruturas de lazer como essas é preciso muito dinheiro, Fernanda diz que a tecnologia é aliada à diminuição de gastos. ''Todos os espaços são pensados para funcionar de forma inteligente e sustentável, como drenagem para aproveitamento de água da chuva, aquecimento solar para as piscinas. Tudo visando a economia'', pontua a diretora. Apesar disso, ela revela que o valor de um imóvel residencial club chega a ser 20% mais caro que os modelos antigos.

mockup