Um capítulo antes da água oxigenada
Diz a lenda que tudo começou motivado pela inveja. Há quase dois mil anos, as romanas concorriam com as louríssimas germânicas, que eram objeto de desejo dos legionários de Roma. Para não deixar por menos, elas faziam loucuras para tentar clarear as madeixas escuras.
Sem pensar nas consequências, passavam um creme caseiro feito de sabão, cinzas e suco de marmelo e colocavam suas cabeças para torrar ao sol. Resultado: geralmente os cabelos caíam.
Na Idade Média, pigmentos vegetais em pó começaram a ser amplamente utilizados. Para conseguir fios amarelos, usava-se o açafrão. Mas os cabelos platinados continuavam custando caro: a base do preparo era feito com um óleo que exalava um odor terrível.
Além destes, vários outros abusos foram cometidos em nome da vaidade. No século passado, as damas venezianas, por exemplo, queriam tanto descolorir os cabelos que, antes de expô-los ao sol, umedeciam-nos com soluções cáusticas. Só no século 20 a água oxigenada foi incorporada aos produtos colorantes, diminuindo as dores de cabeça das mulheres. Antes disto, muitas se intoxicaram com substâncias como ácidos de ferro e acetato de chumbo.





