Um ano após tumulto, escola muda sua realidade
No primeiro semestre de 2006, o Colégio Municipal Omar Sabbag, em Curitiba, foi o cenário de um confronto entre policiais e alunos, que promoveram um verdadeiro quebra-quebra na instituição. O episódio ganhou destaque nos jornais, acabou com dois estudantes presos e deixou aflita a comunidade, que até então não tinham a real dimensão do problema da violência naquele local.
Cerca de um ano e meio depois do tumulto, o que encontramos no Omar Sabbag é um cenário diferente. Segundo a vice-diretora da instituição, Lorena Lara, de lá pra cá, houve um esforço da instituição em diagnosticar e corrigir os problemas existentes. Ela conta que a questão mais grave na época era o tráfico de drogas e o ambiente familiar dos alunos com pouca cobrança.
A solução encontrada foi implementar políticas que trabalhassem com a auto-estima e com a construção de valores dos estudantes, tornando-os conscientes de sua responsabilidade pelo próprio futuro. ''Hoje estamos colhendo os frutos'', afirma a vice-diretora.
Nesse espaço de tempo, a sociedade uniu-se para tratar dos problemas do colégio. Iniciativa privada, Conselho Tutelar, Guarda Municipal, Patrulha Escolar, alunos, pais e professores juntaram esforços para transformar a realidade violenta do Omar Sabbag. De lá pra cá, Lorena conta que o único ato de vandalismo foi uma pichação, mas que foi pintada pelos próprios alunos. (A.A.)





